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Construção

Construtoras portuguesas com obras de 25 milhões no histórico Cuito Cuanavale

Duas construtoras de origem portuguesa foram escolhidas pelo Governo angolano para empreitadas a realizar na histórica localidade do Cuito Cuanavale.

A batalha do Cuito Cuanavale, no conflito civil angolano, considerado o maior combate militar em África após a segunda guerra mundial, comemora o trigésimo aniversário em 2018

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  • Agência Lusa

Duas construtoras de origem portuguesa foram escolhidas pelo Governo angolano para empreitadas a realizar na histórica localidade do Cuito Cuanavale, no sul do país, que no total rondam os 25 milhões de euros.

A primeira empreitada foi atribuída, por despacho assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, de 4 de julho e ao qual a Lusa teve esta segunda-feira acesso, à Tecnovia Angola, e envolve a reabilitação da estrada de acesso ao local da histórica Batalha do Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango, com uma área total de 30.500 metros quadrados.

A empreitada, no valor de 2.041 milhões de kwanzas (10,7 milhões de euros), envolve ainda a reabilitação da Parada do Triângulo do Tumpo, neste caso com uma área de 11.628 metros quadrados.

No texto da adjudicação é referido que o Governo angolano pretende “conferir maior dignidade” ao local daquela batalha, que teve lugar em 1988, “assim como facilitar o seu acesso à população, bem como homenagear todos aqueles que participaram da mesma”.

A batalha do Cuito Cuanavale, no conflito civil angolano, considerado o maior combate militar em África após a segunda guerra mundial e que então envolveu forças do Governo angolano, da UNITA e da África do Sul, comemora o trigésimo aniversário em 2018.

A região insere-se no chamado “Triângulo do Tumpo”, considerado o ponto principal dos combates do Cuito Cuanavale, ocorridos a 23 de março de 1988.

Além da evolução da situação política e militar em Angola, a batalha do Cuito Cuanavale é considerada como decisiva na independência da vizinha Namíbia, concluída em 1990, então ocupada pela África do Sul e após ter sido colónia da Alemanha.

Além da obra atribuída à TECNOVIA, o Governo angolano escolheu a AFAVIAS, construtora de origem portuguesa, para a obra de contenção e estabilização das ravinas da pista do aeroporto do Cuito Cuanavale, a adjudicar pelo Ministério da Construção por 2.627 milhões de kwanzas (13,9 milhões de euros).

O Governo angolano, que se declarou vencedor da batalha do Cuito Cuanavale, propôs em 2016, na reunião do conselho de ministros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a instituição de 23 de março como Dia da Libertação da África Austral.

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