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Fogo de Pedrógão Grande

Marcelo admite que Estado falhou em Pedrógão e pede “trégua eleitoral” nas zonas afetadas pelo incêndio

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Marcelo Rebelo de Sousa chegou este domingo ao México e recordou a tragédia de Pedrógão Grande, um mês depois. "Não foi possível garantir cabalmente a segurança das populações", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa num abraço a Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna

EPA

Marcelo Rebelo de Sousa aterrou este domingo no México para uma visita que irá durar até à próxima quarta-feira. Mesmo no estrangeiro, o Presidente da República recordou a tragédia de Pedrógão Grande um mês depois, admitindo que nem tudo correu bem nos incêndios que vitimaram um total de 64 pessoas.

Todos nós, que assumimos poderes públicos, temos de reconhecer com humildade que aquilo que é uma das funções [do Estado], que é a segurança das populações, não foi possível garantir cabalmente“, referiu o Presidente da República, em declarações exclusivas à SIC, lamentando “a morte de tantos e tantos compatriotas”, além dos prejuízos materiais.

“De todo o lado chegaram apoios, palavras, gestos, bens e testemunhos únicos”, recordou.

Em paralelo, Marcelo Rebelo de Sousa pediu uma espécie de “trégua eleitoral” nas regiões afetadas pela tragédia: “Lançaria o apelo para uma trégua eleitoral, um pacto eleitoral naquelas áreas para que se esqueça a campanha ou para que não se use esta tragédia até outubro. Deve existir uma conjugação de esforços”.

“Apesar de não ter poderes executivos, o Presidente da República pode acompanhar o que o Governo, as freguesias, as instituições sociais públicas fizeram. Agora, tem de ser um exemplo de recuperação nacional“, concluiu.

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