Protestos

Trabalhadores da PT protestam em Faro contra transferência para outras empresas

Cerca de 80 trabalhadores de telecomunicações concentraram-se esta segunda-feira junto às instalações da PT/MEO, em Faro. Em causa estão as transferências para empresas do grupo Altice e Visabeira.

A concentração à porta das instalações da PT/MEO na capital algarvia, seguiu-se ao plenário que juntou cerca de uma centena de trabalhadores

HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Cerca de 80 trabalhadores de telecomunicações concentraram-se esta segunda-feira junto às instalações da PT/MEO, em Faro, no Algarve, em protesto contra as transferências para outras empresas e parceiros do grupo e em defesa da estabilidade da empresa.

A nossa luta pretende evitar que os trabalhadores sejam transferidos para empresas precárias, cujo objetivo pode ser o despedimento e pela defesa da estabilidade do trabalho e da contratação coletiva”, disse à agência Lusa António Moura do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV).

A concentração à porta das instalações da PT/MEO na capital algarvia, seguiu-se ao plenário que juntou cerca de uma centena de trabalhadores, para esclarecer e preparar a greve geral anunciada para sexta-feira.

Em causa está o facto de a PT Portugal ter anunciado internamente que iria transferir no dia 22 de julho, 118 trabalhadores para empresas do grupo Altice e Visabeira, o que motivou que os sindicatos convocassem uma greve geral para 21 de julho contra a transferência de trabalhadores para outras empresas e parceiros do grupo.

O representante do SINTTAV disse à Lusa que a greve pretende “envolver o poder político no sentido de alterar a legislação, de forma a evitar a transferência de trabalhadores, devido ao receio de que os mesmos venham a ser despedidos”.

“A empresa tinha anunciado que tinha cerca de quatro mil trabalhadores a mais e, o nosso receio é que a transferência para empresas precárias, algumas constituídas há pouco tempo, acabe em despedimentos”, sublinhou o sindicalista.

Segundo António Moura, os trabalhadores “estão a viver um momento conturbado e de indefinição quanto ao futuro, quando o que se pretende é uma maior estabilidade dos postos de trabalho e da empresa”.

“A nossa luta irá manter-se até que a empresa apresente medidas corretas de gestão em relação aos trabalhadores e que o poder político se envolva para travar despedimentos e manter a estabilidade e qualidade da empresa”, concluiu.

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