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Altice compra Media Capital. Presidente da NOS diz que nunca aconteceu na Europa

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Presidente executivo da NOS reage com cautela à compra da Media Capital pela rival. Miguel Almeida diz que é uma operação inédita que levanta questões significativas ao nível da regulação.

TIAGO PETINGA/LUSA

O presidente executivo da NOS reage com cautela à compra da Media Capital, a dona da TVI, que foi anunciada na semana passada pelo grupo Altice, que controla a PT Portugal e a Meo. Questionado sobre as implicações para a empresa e para o setor deste negócio, Miguel Almeida começa por responder que ainda não há confirmação de que a aquisição será concretizada, uma vez que precisa da autorização dos reguladores.

O gestor da NOS, que respondia a perguntas dos analistas numa conferência telefónica após os resultados semestrais da operadora, classificou o negócio como uma “operação única” com “caraterísticas únicas”. Em causa está a compra de uma empresa de comunicação social produtora de conteúdos, com uma televisão líder de mercado, por uma operadora de telecomunicações. A PT Portugal, através da Meo, disputa a liderança do setor das telecom em Portugal, precisamente com a NOS.

“Nunca houve nada de remotamente comparável a esta operação. Nunca aconteceu na Europa em lugar nenhum”, sublinhou Miguel Almeida em resposta à pergunta colocada por um analista do Banco Haitong. O presidente executivo da NOS adianta ainda que do ponto de vista da empresa, o negócio levanta “questões regulatórias significativas” que têm de ser respondidas, sem especificar quais.

Por isso, Miguel Almeida diz preferir aguardar pelo desenvolvimento do processo e pelo resultado da análise dos reguladores antes de dar comentários mais desenvolvidos.

A compra da Media Capital pela Meo, empresa da PT Portugal, depende da autorização dos reguladores da concorrência e setoriais. Tudo indica que a operação será notificada em Portugal, à Autoridade da Concorrência que, por seu turno, terá de ouvir a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). O parecer da ERC em concentrações que envolvem empresas de comunicação social é vinculativo. O regulador das telecomunicações, a ANACOM, também terá de dar parecer, mas não é vinculativo.

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