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Venezuela

Venezuela. Portugal espera acordo político em “semana muito intensa”

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, considerou que esta semana será "muito intensa" a nível político na Venezuela.

Augusto Santos Silva reforça o pedido por um "acordo político"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, considerou esta segunda-feira que esta semana será “muito intensa” a nível político na Venezuela e instou “todas as partes” a procurarem “um acordo político”.

“Esta semana que agora se inicia será uma semana muito intensa do ponto de vista político”, afirmou hoje aos jornalistas o chefe da diplomacia portuguesa, questionado sobre a situação na Venezuela, à margem do segundo encontro de professores do ensino português no estrangeiro, que decorre hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O que nós esperamos é que todas as partes possam conduzir a sua ação no sentido de se procurar chegar a um acordo político, porque aquilo que a Venezuela precisa é de um acordo político, de uma estabilização do quadro político-institucional e da retoma do calendário eleitoral”, defendeu Santos Silva.

Sobre as relações diplomáticas entre Lisboa e Caracas, o governante português reiterou que se mantêm “sempre todos os canais de contacto”, recordando que os dois países “têm em comum um relacionamento económico relativamente importante” e “sobretudo, a presença de meio milhão de portugueses e descendentes de portugueses residindo na Venezuela”.

A oposição marcou nova greve geral, para quarta e quinta-feira, e o Presidente, Nicolás Maduro, convocou uma Assembleia Constituinte para o próximo domingo.

As manifestações a favor e contra Nicolás Maduro intensificaram-se desde o passado dia 1 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Maduro diz que está pronto para negociar com a oposição, mas…

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória para uma Assembleia Constituinte, prevista para o próximo domingo.

A oposição insiste que a Constituinte acabará com o que resta da democracia no país e que será usada pelo Governo para se submeter aos interesses cubanos e avançar com um regime comunista ao estilo de Cuba.

Desde o início de abril, pelo menos uma centena de pessoas morreu nas manifestações.

A União Europeia já apelou a Maduro para que suspenda o processo para uma Assembleia Constituinte e advertiu que “todas as opções”, incluindo sanções, estão em cima da mesa. Também os Estados Unidos admitiram impor sanções severas contra a Venezuela se for aprovada a Assembleia Constituinte promovida pelo Presidente.

O Governo venezuelano já iniciou a campanha para o escrutínio de 30 de julho, quando serão eleitos os 545 membros da Assembleia Constituinte promovida pelo Presidente venezuelano Nicolás Maduro.

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