Incêndios

Mação. Incêndio “descontrolado” ou “manhã tranquila”?

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O vice-presidente da Câmara de Mação diz que o "o incêndio continua completamente descontrolado". A comandante da Proteção Civil, por sua vez, fala numa manhã "mais tranquila".

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Há duas visões sobre os fogos desta segunda-feira. Patrícia Gaspar, comandante da Proteção Civil, afirmou que a situação esta manhã “está mais tranquila, mais estabilizada” em comparação com o dia de ontem. “A manhã pode ser uma boa janela de oportunidade, embora o calor já se faça sentir”, apesar de algumas situações estarem a “inspirar cuidado”.

De acordo com o site da Proteção Civil, o incêndio em Mação, que teve início na Sertã (distrito de Castelo Branco) e que afetou Sertã, Mação e Proença-a-Nova, continua com três frentes ativas. Patrícia Gaspar referiu que 1231 operacionais, apoiados por 357 veículos e seis Canadairs (dois portugueses e quatro espanhóis), estão a combater as chamas. A circulação na A23, que foi cortada ontem, já se encontra restabelecida.

Já o vice-presidente da Câmara de Mação apresenta uma versão diferente dos factos. Em declarações à RTP, também esta manhã, António Louro afirmou que “o incêndio continua completamente descontrolado”, acrescentando que “as próximas horas vão ser dramáticas, à medida que o dia for aquecendo”. “Vamos voltar a ter um dia extremamente negro no concelho, com toda a certeza”.

O autarca disse à Lusa que o fogo poderá chegar à vila de Mação “nas próximas horas” e que já arderam perto de 20 mil hectares, quase 50% da área total do concelho. O fogo destruiu entre “cinco a sete casas” de primeira habitação e algumas dezenas de casas de segunda habitação, acrescentou.

António Louro teceu ainda duras críticas aos últimos Governos, considerando que o poder local fez tudo para pedir ajuda a “ministros” e “secretarias de Estado da floresta”, mas “houve ministros que não fizeram o seu trabalho, houve gente que não soube dar resposta”.

“Houve ministros que não fizeram o seu trabalho”, acusa vice-presidente de Mação

Em todo o país, há 1648 operacionais, 534 veículos e vários meios aéreos a combater os quatro incêndios ativos, sendo que os fogos que lavram nos distritos de Castelo Branco e de Portalegre continuam a “inspirar cuidado”, segundo Patrícia Gaspar.

A comandante da Proteção Civil adiantou que a grande maioria das 200 pessoas retiradas ontem de 20 aldeias em Mação está a regressar a casa.

Referiu ainda que, desde a meia noite, houve 19 ocorrências e alertou que se espera para esta quarta-feira um “dia semelhante ao de ontem”, com vento e temperaturas altas. Todos os distritos de Portugal, à exceção de Porto, Viana e Braga, estão sob alerta laranja.

O incêndio em Vale do Coelheiro, no distrito de Castelo Branco, colou-se com o fogo de Nisa, no distrito de Portalegre. No combate às chamas estão 90 operacionais e 31 veículos.

Ao longo dos últimos dias, acrescentou, registaram-se oito feridos leves e sete pessoas foram assistidas por inalação de fumos e exaustão.

Para o combate aos fogos, estão ainda disponíveis 36 grupos de reforço, 23 máquinas de rasto e 10 pelotões militares.

O incêndio de Mantela, que também lavrava no concelho de Mação, já se encontra dominado.

Relativamente ao fogo de Setúbal, Patrícia Gaspar afirmou que o incêndio,que começou numa zona florestal e que passou para a zona urbana, já está dominado. Os meios continuam, contudo, no local. A comandante adiantou ainda que ontem foi necessário evacuar um infantário e um hotel.

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