Vendas

Ghosn cumpre promessa. Renault-Nissan já é n.º 1

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"Prometido é devido", já lá diz o ditado. Sendo que foi isso mesmo que fez Carlos Ghosn, que acaba de cumprir a promessa de tornar a Aliança Renault-Nissan o maior construtor automóvel mundial.

Autor
  • Francisco António
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Numa altura em que os principais construtores automóveis mundiais divulgam os respectivos números relativos à primeira metade de 2017, a aliança franco-nipónica Renault-Nissan é quem tem mais motivos para comemorar, especialmente depois de assumir igualmente o controlo da Mitsubishi. Depois de do seu CEO, Carlos Ghosn, ter anunciado que o grupo estaria na liderança da classificação dos maiores fabricantes mundiais até ao final do presente ano, os números agora divulgados não só vêm dão razão ao gestor, como fazem-no antecipadamente: apesar de 2017 ainda não ter terminado, a Aliança Renault-Nissan é já o maior construtor automóvel mundial, com um total de 5,2 milhões de carros transaccionados em todo o mundo, entre Janeiro e Junho.

Segundo os últimos dados, a Aliança alcançou um crescimento de 7% nas vendas, durante a primeira metade de 2017, graças não só a uma excelente performance da Nissan no Japão, como também aos óptimos resultados da Renault em África e na Ásia.

Com a subida da Renault-Nissan ao topo da classificação, o anterior líder, o grupo alemão Volkswagen, surge agora no 2º lugar, com um crescimento nas vendas de apenas 0,4%. E, ainda assim, sobretudo por via das excelentes performances da espanhola Seat e, especialmente, da britânica Bentley. No primeiro caso, com uma subida de 13,7% na venda de carros novos, ao passo que, no segundo, graças um crescimento de 30,6%. Isto, enquanto a Volkswagen subiu só 0,3% e as vendas da Audi caíram 4,7%.

Em termos de mercados, o Grupo Volkswagen não escapou a uma queda de 1,4% no mercado interno, durante a primeira metade de 2017, descida que foi atenuada por uma bem melhor prestação nos mercados asiáticos.

Já no 3.º lugar, surge a nipónica Toyota, que conseguiu terminar o primeiro semestre com uma subida de 2,4% nas vendas, graças às 4.622.000 unidades transaccionadas, logo seguida da sul-coreana Hyundai-Kia, com 2.200.200 unidades vendidas. Número que, ainda assim, representa uma queda acentuada de 7,9% face à prestação conseguida em 2016, muito por culpa do francamente mau desempenho no maior mercado mundial, a China.

1 Renault-Nissan 5.268.079 +7%
2 Grupo Volkswagen 4.809.453 +0.4%
3 Toyota 4.622.000 +2.4%
4 Hyundai-Kia 2.200.200 -7.9%
5 Grupo PSA 1.361.964 +2.4%
6 Fiat-Chrysler Automobiles 1.225.000 -1%
7 Grupo BMW 1.220.819 +5%
8 Daimler 822.500 +8%

No 5.º posto apresenta-se o Grupo PSA, que na primeira metade deste ano conseguiu também incrementar as vendas mundiais 2,4%, muito à custa de dois modelos: o novo Citroën C3, que chegou a meio do ano, com 134 mil unidades vendidas e um crescimento de 43,9% face a 2016, e o velhinho Peugeot 405, que vendeu 122 mil unidades em países menos exigentes, o que significou uma subida de 1.656% face ao ano anterior.

As restantes posições são ocupadas pela Fiat Chrysler Automobiles, em 6.º lugar, com 1.225.000 unidades transaccionadas (menos 1% face a 2016); o Grupo BMW, no 7.º posto, com 1.220.819 unidades vendidas (subida de 5%); e a Daimler, proprietária das marcas Mercedes-Benz e Smart, que chega a meio do ano no 8.º posto, com um crescimento de 8% nas vendas e um total de 822.500 veículos transaccionados.

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