Lisboa

Autarca que pôs Junta a pagar cruzeiro às ilhas gregas condenado

2.093

Antigo presidente da Junta de Freguesia de Campolide condenado a cinco anos e meio de prisão efetiva por atos de gestão, como a ida num cruzeiro à Ilhas gregas onde levou a mulher, avança o Público.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Um autarca levou a mulher num cruzeiro às ilhas gregas e pôs parte da despesa nas contas da junta de freguesia, além de ter feito gastos de nove mil euros em jantares. De acordo com o Público, estes são alguns dos atos que levaram os juízes do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa a condenar o antigo presidente da junta de freguesia de Campolide, Fausto Santos (PSD), a cinco anos e meio de prisão efetiva.

O tribunal deu como provados, avança o Público, seis crimes de peculato, dois de falsificação de documentos, um de prevaricação e outro de abuso de poder. Fausto Santos foi num cruzeiro às Ilhas gregas que saiu de Barcelona em outubro de 2008 e que tinha como uma das paragens Malta. Na ilha do Meditârraneo, Fausto fez um acordo de geminação entre Campolide e a localidade maltesa Ta’ Xbiex (perto de La Valleta) e considerou que, por isso, a junta teria de suportar a viagem. O tesoureiro da junta — também condenado a um ano e quatro meses de prisão, mas com pena suspensa — também foi na viagem com a mulher. A junta acabou por pagar 1900 euros da viagem e mais 707,31 de ajudas de custo, quase metade do valor total da viagem (4.710 euros).

O tribunal considerou que o presidente de junta teve “pouco sentido de responsabilidade e ética”, não só na viagem, mas também em várias outras despesas. De junho de 2006 até outubro de 2009 (final do mandato), Fausto Santos gastou 9669,97 euros para pagar 120 refeições. E há de tudo, como retrata o Público: um bolo de 63 euros para um chefe de gabinete de um vereador, uma refeição de 332 euros com membros da Assembleia Municipal por 332 euros ou um jantar de 37 pessoas, no valor 720 euros.”

Em declarações ao Público, Fausto Santos diz que não cometeu crime nenhum. Quanto ao cruzeiro, até foi um bom ato de gestão (“para economizar”), já que se a viagem a Malta “fosse feita numa deslocação regular, com avião e hotel, tinha ficado em dois mil e tal euros”.

O autarca vai recorrer para o Tribunal da Relação.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site