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Desemprego

Cerca de 800 trabalhadores saíram este ano da CGD, Novo Banco, BPI e BCP

Cerca de 800 trabalhadores saíram este ano de quatro dos principais bancos que operam em Portugal. O maior número de saídas, no primeiro semestre, aconteceu no Novo Banco.

Nos últimos anos, os bancos têm vindo reduzir consideravelmente as suas estruturas, desde logo com cortes de trabalhadores

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Cerca de 800 trabalhadores saíram este ano de quatro dos principais bancos que operam em Portugal e pelo menos outros tantos deverão sair até final de 2017, segundo contas feitas pela Lusa.

O maior número de saídas, no primeiro semestre, aconteceu no Novo Banco, a instituição criada aquando da resolução do Banco Espírito Santo (BES) e que está em processo de venda aos fundo norte-americano Lone Star. Entre janeiro e junho, saíram 366 pessoas da operação em Portugal, tendo o Novo Banco fechado o primeiro semestre com 5.706 trabalhadores.

Na Caixa Geral de Depósitos (CGD), desde início do ano e até final de julho saíram cerca de 300 trabalhadores em reformas e pré-reformas. O banco público tinha no final de junho 8.070 empregados em Portugal.

Já no BCP, o maior banco privado português, depois da redução de centenas de pessoas nos últimos anos, o processo de saídas de trabalhadores está mais normalizado. O banco que tem como principal acionista o grupo chinês Fosun tinha, em junho, 7.303 funcionários em Portugal, apenas menos 30 do que no final de 2016.

Quanto ao BPI, no primeiro semestre reduziu o quadro de pessoal em 119 trabalhadores, tendo chegado a final de junho com 5.406 pessoas. Contudo, a redução vai intensificar-se uma vez que mais 500 vão sair ao longo deste ano (e alguns ainda no início de 2018), no âmbito do programa de reformas antecipadas e rescisões voluntárias lançado no início deste ano, quando o BPI passou a ser controlado pelo espanhol CaixaBank.

Também na CGD, as saídas vão continuar e em número considerável, uma vez que o plano de reestruturação acordado por Bruxelas implica a saída de 2.000 trabalhadores até 2020. O presidente executivo do banco público, Paulo Macedo, anunciou esta semana que mais 348 pessoas poderão sair este ano, uma vez que há 248 trabalhadores que pretendem reformar-se ou pré-reformar-se e mais 100 que manifestaram interesse em aderir ao programa de rescisões por mútuo acordo.

Quanto à Caixa Económica Montepio Geral, depois de em 2016 terem saído mais de 400 trabalhadores, no primeiro semestre deste ano até aumentou o quadro de pessoal em quatro pessoas. Assim, no final de junho, o banco mutualista contava 3.592 empregados.

Nos últimos anos, os bancos têm vindo reduzir consideravelmente as suas estruturas, desde logo com cortes de trabalhadores, com o objetivo de reduzir custos e melhorar resultados. Em 2016, cerca de 2.000 trabalhadores saíram dos cinco principais bancos a operar em Portugal (CGD, BCP, Santander Totta, Novo Banco e BPI), quase o dobro dos cortes de postos de trabalho feitos em 2015.

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