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Fogo de Pedrógão Grande

Temperaturas chegaram aos 900 graus na estrada da morte

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Correio da Manhã avança que autópsias revelam que a maioria das vítimas se incendiou sem sequer ter contacto com as chamas. Temperaturas na "estrada da morte" chegaram aos 900 graus centígrados.

MIGUEL A. LOPES/EPA

A maioria das 47 pessoas que perdeu a vida na Estrada Nacional (EN) 236, na sequência dos incêndios de Pedrógão Grande em junho, foi incinerada pelo calor. De acordo com a edição desta terça-feira do jornal Correio da Manhã, as autópsias feitas pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, em Coimbra, revelam que a maioria das vítimas morreu incendiada, mas sem ter contacto com as chamas. As temperaturas ascenderam aos 900 graus centígrados.

Segundo aquele jornal, a onda de calor desencadeada pelos fogos naquela estrada fez com que apenas sobrevivesse quem não estivesse na linha da frente daquele fenómeno meteorológico.

Foi o caso de um casal que saiu do carro em plena EN236, quando percebeu que a estrada estava bloqueada pelas chamas e fumo denso: o homem saiu pelo lado do condutor e perdeu imediatamente a vida, incenciando-se, e a mulher, ao sair pelo lado oposto, fora da linha da onda de calor, sobreviveu apenas com queimaduras nos braços.

O Correio da Manhã diz ainda que os resultados das autópsias estão em linha com os relatos que foram sendo feitos por sobreviventes, que davam conta de que tinham visto pessoas a sair do carro e a incinerar-se de imediato, assim como viaturas a incendiar-se sem contacto direto com as chamas.

N236. Costa e secretário de Estado com versões diferentes

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