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Bloco de Esquerda

BE diz que PT está a contratar trabalhadores temporários para o lugar dos que quer despedir

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Catarina Martins afirma que a PT está a contratar trabalhadores temporários para ocuparem o lugar dos que pretende despedir. Bloco de Esquerda fez denúncia à Autoridade para as Condições do Trabalho.

Catarina Martins falou na praia fluvial de Valhelhas, concelho da Guarda, onde participou num convívio de verão dos bloquistas

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou este domingo que a PT já está a contratar trabalhadores temporários para ocuparem o lugar dos que pretende despedir, situação que o partido já denunciou à Autoridade para as Condições do Trabalho.

O BE enviou já para a Autoridade para as Condições do Trabalho este anúncio de empregos temporários para a mesma empresa onde a PT está a despedir, para que ninguém tenha dúvidas de que o que a PT está a fazer é ilegal”, afirmou a coordenadora do BE, Catarina Martins, que falava na praia fluvial de Valhelhas, concelho da Guarda, onde participou num convívio de verão dos bloquistas.

Durante a intervenção, a coordenadora do BE abordou a questão dos trabalhadores de PT/MEO, tendo reiterado que a transferência de funcionários da PT para empresas de trabalho temporário é uma forma “fraudulenta” de dispensar trabalhadores e que o que está em causa “é um dos maiores processos de despedimento e de precarização do trabalho”, que já se viu em Portugal.

Depois de afirmar que “isto não pode passar”, até porque representaria “carta-branca” para outras empresas que quisessem fazer o mesmo, Catarina Martins denunciou ainda que a PT está a levar a cabo um processo de contratação de trabalhadores temporários, cujo anúncio foi até dado a conhecer aos atuais funcionários.

Segundo disse, a PT “escreveu uma carta aos mesmos trabalhadores que está a dispensar, perguntando se têm amigos que queiram ir para uma empresa de trabalho temporário trabalhar na MEO”.

A PT está a dizer aos trabalhadores que está a despedir – porque diz que tem gente a mais – que quer contratar os seus amigos para uma empresa de trabalho temporário que vai fazer o mesmo serviço que eles estão a fazer na MEO; quanto desplante, quanto desrespeito pelos trabalhadores”, acrescentou.

Classificando a situação de “inarrável”, Catarina Martins mostrou-se convicta de que a situação comporta uma situação de “fraude” e voltou a apelar à intervenção do Governo.

“(…) É uma fraude e o Governo português não pode deixar passar porque nós temos de ser um país em que quem trabalha é respeitado”, acrescentou.

O grupo Altice, que anunciou em 14 de julho que chegou a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da TVI, numa operação avaliada em 440 milhões de euros, adquiriu a PT Portugal há dois anos.

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