Venezuela

Líder da oposição venezuelana Leopoldo Lopez regressa a prisão domiciliária

Depois de Antonio Ladezma, também o líder da oposição venezuelana Leopoldo Lopez saiu da prisão militar no sábado, tendo regressado a casa onde continuará em prisão domiciliária.

O líder do partido Vontade Popular foi tirado à força da sua casa pelos serviços secretos, no dia 1 de agosto, e levado para a prisão militar

Joe Raedle/Getty Images

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  • Agência Lusa
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Um dos líderes da oposição venezuelana Leopoldo Lopez regressou no sábado à noite a casa, onde vai continuar em prisão domiciliária, depois de ter permanecido quatro dias numa cadeia militar, anunciou a mulher.

“Acabam de trazer o Lepoldo para casa” anunciou a mulher na conta da rede de mensagens instantâneas Twitter.

Na mensagem, publicada pelas 22h45 (3h45 em Lisboa), Lilian Tintori sublinhou que o casal continua “com mais convicção e mais firmeza para conseguir a paz e a liberdade da Venezuela”.

O líder do partido Vontade Popular (centro-esquerda) foi tirado à força da sua residência pelos serviços secretos venezuelanos, no dia 1 de agosto, e levado para a prisão militar de Ramo Verde (a sul de Caracas).

Horas depois de ser tirado à força de casa, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) venezuelano justificou a medida por existir risco de fuga.

Lopez tinha saído do estabelecimento de Ramo Verde três semanas antes, para cumprir a sua pena em regime de prisão domiciliária. Leopoldo López foi transferido a 8 de julho último, da prisão militar de Ramo Verde para a sua casa, depois de ter passado mais de três anos e quatro meses detido a cumprir uma sentença de quase 14 anos.

O líder da oposição foi condenado por ter convocado, em 2014, uma manifestação que degenerou em violência, causando três mortos.

Na sexta-feira também Antonio Ladezma, o outro rosto forte da oposição a Maduro, que tinha sido igualmente levado para a prisão militar, voltou a casa onde continuará em prisão domiciliária.

Ladezma foi detido em fevereiro de 2015 depois de ter sido acusado de conspiração. Após dois meses na prisão militar de Ramo Verde foi-lhe atribuída “uma medida cautelar que substitui a liberdade” e, por motivos de saúde, foi-lhe atribuído o regime prisão domiciliária. Ladezma ainda não foi condenado, quase dois anos e meio depois da detenção.

Os dois rostos da oposição venezuelana foram levados pelos serviços secretos da Venezuela para a prisão militar de Ramo Verde, logo depois das eleições que permitiram a formação da Assembleia Naciona Constituinte, que tomou posse esta sexta-feira e que, este sábado, já demitiu a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz.

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