Arqueologia

Arqueólogos pensam ter descoberto cidade romana perdida onde apóstolos viveram

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Arqueólogos israelitas acreditam ter encontrado Julias, uma antiga cidade do império romano e terra natal de três dos apóstolos de Jesus Cristo: Pedro, André e Filipe.

Da costa norte do Mar da Galileia saíram provas de que Julias, cidade mencionada no Novo Testamento, esteja a ser desenterrada

Shibley Telhami/Twitter

Arqueólogos israelitas acreditam ter encontrado Julias, uma antiga cidade do império romano e terra natal de três dos apóstolos de Jesus Cristo: Pedro, André e Filipe. Agora, o local de várias camadas, está a ser explorado na Reserva Natural do Vale de Betsaida, em El Araj, segundo o jornal israelita Haaretz.

Da costa norte do Mar da Galileia saíram provas de que Betsaida (Julias), mencionada no Novo Testamento, esteja a ser desenterrada. Crê-se que o lugar não se tratava apenas de uma vila de pescadores, como pensado anteriormente, mas sim de uma cidade do império romano. A associação deveu-se à descoberta de uma casa de banhos avançada e tipicamente romana, explica o arqueólogo Mordechai Aviam.

Na verdade, existem outros dois locais que estavam a ser explorados para averiguar se seriam Julias, mas depois do aparecimento inesperado da casa de banhos e outros restos da era romana abaixo das ruínas bizantinas (anteriormente conhecidas) no local, os arqueólogos pensam que esta seja mesmo a candidata mais forte para cidade perdida onde os apóstolos de Cristo viveram.

Eric Bridge, Rio Jordão

Outro argumento a favor de Julias se ter situado na atual El-Araj reside no nível do mar da Galileia. A maioria dos arqueólogos assume que o nível do lago local estava a 209 metros abaixo do nível do mar durante o período romano. “El-Araj certamente não estava sob a água no período romano”, afirmara os arqueólogos. A camada romana descoberta estava a 211 metros abaixo do nível do mar.

A camada romana continha fragmentos de cerâmica, de mosaicos e as ruínas de um balneário. Além disso, foram encontradas duas moedas: uma de bronze do final do século II a.C. e um denário de prata com o retrato do imperador Nero datado dos anos 65-66 d. C.

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