Migrações

Espanha pode ultrapassar a Grécia nas chegadas de migrantes por mar

O número de migrantes que se dirigem para Espanha por mar, utilizando diversos meios, poderá ultrapassar em 2017 as chegadas à Grécia. A previsão é da Organização Internacional para as Migrações.

Desde o início de 2016 morreram 120 migrantes ao tentar a travessia em direção a Espanha

Mathieu Willcocks/WORLD PRESS PHOTO HANDOUT/EPA

O número de migrantes que se dirigem para Espanha por mar, utilizando diversos meios, poderá ultrapassar em 2017 as chegadas à Grécia, previu esta quinta-feira a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Fenómeno inédito de Espanha, dezenas de migrantes desembarcaram na quarta-feira, numa praia repleta de turistas próxima de Cádiz, após terem atravessado o estreito de Gibraltar. Num vídeo amador colocado esta quinta-feira Internet são vistos a descer rapidamente de um barco pneumático para depois atravessarem a praia a correr.

No mesmo dia, 12 outros migrantes entraram com motas de água nas águas territoriais do enclave espanhol de Ceuta, em Marrocos, e um deles afogou-se antes de atingir a praia, indicou a prefeitura de Ceuta.

Não se falava muito de Espanha, mas este ano é um dos casos”, declarou à agência noticiosa France-Presse (AFP) Joel Millman, porta-voz da OIM, uma agência da ONU com sede em Genebra.

O grosso do fluxo migratório continua a passar pela Itália, mas “a Espanha poderá ultrapassar a Grécia este ano”, acrescentou. Segundo os números da OIM, 8.183 migrantes desembarcaram em Espanha até 6 de agosto, três vezes mais que os cerca de 2.500 registados em 2016 na mesma época. Em 06 de agosto, tinham chegado por mar à Grécia 11.713 pessoas.

Desde o início de 2016 morreram 120 migrantes ao tentar a travessia em direção a Espanha, contra 128 para o conjunto de 2016, ainda segundo a organização internacional.

Muitos destes migrantes são provenientes da África Ocidental com “uma parte deste fluxo a passar por Marrocos”, e quando na Líbia, entregue às milícias, prevalece uma situação de grande insegurança. “Supomos que a rota que se prolonga pela costa em direção a Marrocos é considerada como mais segura”, acrescentou o porta-voz da OIM.

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