Suíça

Credit Suisse proíbe transações de títulos financeiros venezuelanos

Qualquer título financeiro que venha da Venezuela vai ser recusado pelo Credit Suisse a partir desta sexta-feira. O banco justifica dizendo que não quer de forma alguma "ajudar" o novo governo.

ENNIO LEANZA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O banco suíço Credit Suisse proibiu esta sexta-feira os funcionários de negociarem ou aceitarem como garantia títulos financeiros que se encontrem relacionados com o governo da Venezuela ou com a petrolífera estatal venezuelana PDVSA. Um porta-voz da entidade financeira disse à Efe que a decisão foi tomada na sequência da “atual situação de crise”, na Venezuela.

Os títulos venezuelanos “expressamente proibidos” para negociar ou serem usados como transação financeira são todos aqueles que foram emitidos por qualquer entidade venezuelana depois do dia 1 de junho de 2017; títulos a seis por cento disponibilizados em 2014 pela PDVSA e que vencem em 2022 e os títulos soberanos (6,5 por cento).

O Credit Suisse tomou a decisão tendo em conta o “clima político e os recentes acontecimentos na Venezuela, sobretudo as medidas tomadas pelo atual governo” de Nicolás Maduro. “Queremos ter a certeza de que o Credit Suisse não fornece instrumentos a ninguém que queira violar os direitos humanos dos venezuelanos“, acrescentou o porta-voz.

Do ponto de vista da reputação, o Credit Suisse não quer estar implicado em nenhuma transação que possa ser entendida como um gesto de ajuda ao atual regime, na violação dos direitos humanos dos venezuelanos”, sublinhou o porta-voz.

As Nações Unidas indicaram, terça-feira, que as forças de segurança venezuelanas “maltrataram de forma sistemática e generalizada” milhares de manifestantes e detiveram de forma arbitrária pelo menos cinco mil pessoas, muitas das quais foram vítimas de tortura durante o período em que foram presas. Durante as manifestações de protesto morreram 124 pessoas, 73 das quais abatidas pelas forças governamentais ou por grupos armados de apoio ao regime.

A medida do Credit Suisse foi anunciada depois de o banco Goldman Sachs ter sido criticado pela compra de títulos da petrolífera PDVSA, pelo valor de 2.800 milhões de dólares, e numa altura em que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções contra o presidente da Venezuela e a 30 funcionários do governo, entre os quais um irmão do antigo chefe de Estado, Hugo Chávez.

Os Estados Unidos e a União Europeia não reconhecem a Assembleia Constituinte promovida por Nicólas Maduro, duvidando da legitimidade da instituição. Uma série de países da América Latina, reunidos em Lima, no Peru, tomaram a mesma decisão por considerarem que a ordem democrática ficou comprometida.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
IPSS

Raríssimas, uma história de subdesenvolvimento

Helena Garrido

Num país desenvolvido as instituições teriam funcionado e a Casa dos Marcos teria sido fiscalizada. Nenhum país enriquece sendo como vimos que Portugal é no caso Raríssimas. Enriquecem algumas pessoas

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site