Logo Observador
Porto

Falta de certificação de aeródromo da Maia ameaça Red Bull Air Race no Porto

A Red Bull Air Race 2017 pode não realizar-se dado a Autoridade Nacional da Aviação Civil não reconhecer ao Aeródromo Municipal da Maia capacidade prestadora de serviços de tráfego aéreo.

25 aviões vão participar na sexta etapa da Red Bull Air Race 2017, no Porto

Tamas Kovacs/EPA

A Red Bull Air Race 2017, agendada para 2 e 3 de setembro, pode não realizar-se dado a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) não reconhecer ao Aeródromo Municipal da Maia capacidade prestadora de serviços de tráfego aéreo.

A revelação foi feita à agência Lusa pelo diretor do aeródromo, Pedro Barros Prata, depois de no início da semana a ANAC ter informado por carta da decisão de não validar “a repetição da prestação de serviços verificada nas anteriores edições”, nas quais o aeródromo funcionou como base operacional da prova.

Na carta a que a Lusa teve acesso, a ANAC lembrou o “regulamento europeu 1070/2009, de 21 de outubro, de prestação de serviços de navegação aérea no céu único europeu” que define dever este “ser este objeto de certificação”. Advertiu a ANAC que a violação do disposto neste artigo “constitui uma contraordenação aeronáutica civil muito grave”, facto que motivou Pedro Barros Prata a admitir à Lusa “nada poder fazer para alterar a decisão” da entidade reguladora.

Gerido pela Câmara da Maia e já com “quase todos os aviões que vão participar na prova lá estacionados”, segundo o diretor, “não existe nem capacidade financeira nem tempo para dotar o aeródromo da capacidade exigida por lei”. Para que passe a estar certificado, explicou o responsável, o aeródromo de Vilar da Luz teria de possuir “um manual aprovado pela ANAC, investir mais de 200 mil euros em material meteorológico e de comunicação e formar pessoal, o que levaria, entre quatro e seis meses”.

“Sem contrapartidas financeiras além da visibilidade que o evento confere ao aeródromo, onde as aeronaves ficariam estacionadas entre treinos e competição”, o aeródromo, segundo Pedro Barros Prata, “não tem, de momento, capacidade para um investimento dessa dimensão”.

A sexta etapa da Red Bull Air Race 2017 reconhecida pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI) como o Campeonato do Mundo da aviação desportiva está marcada para o Porto, nela participando 25 aviões, distribuídos por duas classes: uma para pilotos consagrados (Master Class) e outra para novos talentos (Challenger Class).

A Lusa tentou contactar a assessoria de imprensa da prova mas, até ao momento, esta não se mostrou disponível para comentar o assunto.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt