Logo Observador
Rendas

Habitação. Rendas deverão ter aumento de 1% em 2018

Este valor é calculado tendo por base a inflação de julho, mas só em agosto se terá a certeza deste valor. É o maior aumento desde 2013.

TIAGO PETINGA/LUSA

A atualização das rendas em 2018 deverá ser de 1,1%. É o maior aumento desde 2013 e é o dobro relativamente ao ano passado (0,54%).

De acordo com o Jornal de Negócios e com o jornal Público, este cálculo é feito com base o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), sem habitação, relativamente ao mês de julho e divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) .

A atualização das rendas para o próximo ano é feita tendo por base o IPC, sem habitação, do último ano, relativamente a agosto. Ainda assim, esta atualização de 1,1% é quase certa, uma vez que a diferença relativamente a julho deverá ser mínima.

Um aumento que não deverá ocorrer antes de novembro. Isto porque só em setembro ou no início do mês de outubro é que o valor final será anunciado pelo INE. Só depois da sua publicação em Diário da República, que deverá ser feita até ao dia 30 de outubro, é que os proprietários poderão anunciar aos inquilinos o aumento da renda, que só ocorrerá efetivamente 30 dias depois deste aviso. Nada obriga, contudo, os proprietários a atualizar as rendas.

O Negócios estima que cerca de 600 mil famílias terão um aumento na renda da casa, mas há, logo à partida, rendas que não poderão ser aumentadas. É o caso, por exemplo, dos inquilinos que invoquem poucos meios económicos, deficiência ou com idade superior a 65 anos e que tenham contratos de arrendamento anteriores a 1990 (as ditas rendas antigas).

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rporto@observador.pt
Lisboa

Lisboa: as rendas do nosso descontentamento

Rui Ramos
306

O turismo urbano, ao mesmo tempo que está a gerar crescimento económico, está a inspirar frustrações sociais, ao tornar patente que este é um crescimento muito mais limitado do que no passado.

Lei das Rendas

A culpa não é dos governos, é nossa

Helena Garrido
2.780

Somos nós que validamos as escolhas dos governos. É por nossa culpa que estamos a suportar a crise dos bancos. E é culpa nossa acreditar que limitar o aumento das rendas resolve problemas na habitação

Rendas

Os protectores

Helena Matos
1.077

O primeiro-ministro investe o dinheiro da Segurança Social no sector imobiliário. Os auto-denominados parceiros sociais assistem mudos e calados a este negócio de alto risco.