Logo Observador
Coreia do Norte

Trump faz nova ameaça. Kim “vai arrepender-se rapidamente”

Mais um dia, mais ameaças e a retórica está cada vez mais acesa. Donald Trump voltou a ameaçar Kim Jong-un e diz que, se fizer ameaças ou atacar aliados americanos, "vai arrepender-se rapidamente".

JIM LO SCALZO/EPA

A guerra verbal entre Donald Trump e Kim Jong-un continua a aumentar de intensidade, com o Presidente dos Estados Unidos a garantir as ameaças e reforçá-las. Nas palavras do líder da maior potência nuclear do mundo, se Kim Jong-un voltar a fazer ameaças ou atacar algum território norte-americano ou aliado, “vai arrepender-se verdadeiramente e vai arrepender-se depressa”.

A tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte continua a aumentar, apesar dos apelas às negociações e à calma de algumas das maiores potências do mundo, incluindo da China, aliada de longa data de Pyongyang.

Depois de Donald Trump ameaçar a Coreia do Norte com um mar de “fogo e fúria” como nunca visto, e de a Coreia do Norte responder dizendo que está a preparar um ataque à ilha de Guam, um território onde estão baseadas numerosas forças norte-americanas na zona do pacífico, Donald Trump tinha reagido no Twitter dizendo que os Estados Unidos estão preparados para atacar a Coreia do Norte, se necessário.

Donald Trump garantiu que quis dizer isso mesmo, que os Estados Unidos estão preparados para atacar a Coreia do Norte, e que Kim Jong-un devia prestar atenção ao que Trump tinha dito. Agora, num encontro com um tema totalmente diferente, Trump voltou a deixar uma ameaça velada ao líder norte-coreano.

“Este homem não vai sair impune com o que está a fazer”, disse Donald Trump, adiantando que se voltarem a fazer ameaças ou se atacar a ilha de Guam, ou qualquer outro território norte-americano ou aliado dos Estados Unidos, então “vai arrepender-se verdadeiramente e vai arrepender-se depressa”.

No mesmo dia em que ficou conhecido, depois de uma notícia da Associated Press, que a administração Trump reatou o contacto indireto com o regime norte-coreano há vários meses, que estava interrompido desde os últimos sete meses de mandato de Barack Obama, as relações entre os dois países parecem afundar-se ainda mais.

A perspetiva de um conflito entre as duas potências nucleares, ainda para mais depois de confirmado que a Coreia do Norte já dispõe de tecnologia para fazer um ataque nuclear em praticamente todo o mundo, está a deixar os países da região, e as maiores potências, de cabelos em pé.

Ainda assim, Donald Trump e Kim Jong-un não estão a ouvir os apelos para uma maior moderação nas palavras e nos atos, que permitam a reabertura de negociações, apelos esses que chegam até do próprio chefe da diplomacia norte-americana, Rex Tillerson.

A China, através de um dos jornais do regime, deixou um aviso aos dois. Os países devem negociar e reduzir a tensão que é cada vez maior. À Coreia do Norte, diz que se atacarem os Estados Unidos, a China não irá ao seu socorro. Aos Estados Unidos, deixa uma ameaça velada. Só se for a Coreia do Norte a atacar primeiro é que não se coloca do lado do seu aliado de longa data.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: nmartins@observador.pt