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João Galamba quer reedição da “geringonça” mesmo com maioria absoluta do PS

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Intervindo como orador na rentrée do Bloco, João Galamba chegou a admitir que não queria que o PS alcançasse a maioria absoluta. Mais tarde, corrigiu: mesmo com maioria, "geringonça" é para reeditar.

João Galamba admitiu ter "medo" que a maioria absoluta "deixe o PS isolado, quer à sua esquerda quer à sua direita"

TIAGO PETINGA/LUSA

O porta-voz do PS, João Galamba, quer que a experiência da geringonça não se perca e que, mesmo que os socialistas consigam maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, queiram trabalhar genuinamente com BE, PCP e PEV.

João Galamba participou este sábado, ao final da tarde, como orador de um painel da ‘rentrée’ do Bloco de Esquerda (BE), o Fórum Socialismo 2017, onde disse esperar que esta experiência da geringonça – apoio, pela via parlamentar, dos partidos da esquerda ao Governo – “dure por muitos e bons anos”.

“Se o PS tiver maioria absoluta, quero que se mantenha a experiência de trabalhar e de colaborar com o BE, com o PCP e com os Verdes porque acho que isso tem sido benéfico para os portugueses”, justificou depois, em declarações à agência Lusa.

O porta-voz do PS, no painel, tinha até admitido a vontade de que o PS não tivesse maioria absoluta nas próximas eleições legislativas ou, se conseguisse, quisesse “trabalhar genuinamente com o BE, PCP e Os Verdes”.

“Como não quero que esta experiência se perca, quando eu disse aquilo da maioria absoluta, é [pelo] medo que isso deixe o PS isolado, quer à sua esquerda quer à sua direita, mas, como é evidente, quero que o PS tenha o maior número de votos possível”, explicou à Lusa.

Para João Galamba, “esta experiência, como estes dois anos têm demonstrado, serve a todos”. “O PS tem-se dado bem com esta solução e acho que é uma solução que, pelo menos, facilita e permite os projetos e transformações que considero importantes”, defendeu.

Uma das “características felizes desta experiência governativa à esquerda” é, na opinião do deputado socialista, haver a capacidade dos partidos se centrarem nas “semelhanças e não nas diferenças”. “Se nos centrarmos muito nas diferenças não construímos nada em conjunto. Apesar das diferenças também há muita matéria onde podemos convergir”, enfatizou.

Concretamente sobre o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), o porta-voz socialista assegurou que “o PS tenta sempre fazer o máximo que é possível dentro dos constrangimentos existentes”.

À semelhança dos orçamentos anteriores, no OE2018, o PS irá “até ao ponto em que seja possível e que não comprometa as posições” socialistas. “Vamos certamente baixar o IRS, descongelar as carreiras, apostar nos serviços públicos e faremos tudo isso na medida do possível. A governação tem vários anos e nós queremos estar cá durante muitos e bons anos”, justificou.

João Galamba terminava a sua intervenção na rentrée do BE, em Lisboa, à mesma hora em que, em Faro, os socialistas já faziam a sua Festa de Verão, iniciativa que marca o regresso pós-férias à atividade política do PS e que contou com o discurso de António Costa.

“Eu aceitei este convite há muito tempo e ainda não estava definida a data da rentrée do PS. Foi só uma coincidência”, disse, explicando assim a sua ausência da iniciativa do PS.

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