Curiosidades Auto

Diana. Dono reclama posse do carro acidentado (que não vê há 20 anos)

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Propriedade da empresa Etoile Limousines, o Mercedes alugado em que Diana sofreu o acidente está há 20 anos longe da vista do dono. Pode valer 10 milhões de euros, mas continua na Scotland Yard.

AFP/Getty Images

No dia 31 de Agosto de 1997, um fatal acidente de carro vitimou a Princesa Diana, que seguia viagem ao lado do namorado egípcio Dodi Al-Fayed. Vinte anos depois, o proprietário do veículo que embateu num dos pilares do túnel Pont de l’Alma, em Paris, continua sem pôr a vista em cima do Mercedes que foi alugado através da empresa Etoile Limousines.

Em declarações ao jornal inglês Daily Mirror, Jean-François Musa, o dono da empresa, reivindica a posse do automóvel, embora garanta que não quer fazer negócio à conta disso. “O carro ainda é legalmente meu, mas não o vejo há quase 20 anos”, queixa-se. Mas, como recorda o leiloeiro da H&H Classics, John Markey, “há um mercado para tudo” – o que significa que o automóvel da tragédia poderá valer até 10 milhões de euros, “ou talvez mais, dependendo de quem o queira comprar”.

Na sequência do acidente, a viatura foi enviada para o Reino Unido para ser alvo de peritagens e despistar uma hipotética sabotagem como estando na origem do sucedido. Recorde-se que, na altura, correu a tese de que o veículo poderia ter sido sabotado pelos serviços secretos britânicos, pois a morte do casal impediria a ex-mulher do Príncipe de Gales de casar com o milionário Dodi Al-Fayed.

Passaram-se, entretanto, duas décadas. Mas o que resta do Mercedes, que ficou em muito mau estado, continua guardado num armazém da Scotland Yard.

Os filhos de Lady Di já manifestaram o desejo de o ver destruído por completo, mas Jean-François Musa nem quer pensar nisso. “O carro, um Mercedes S280, foi enviado para a polícia e juízes poderem inspeccioná-lo. Deveria ter-me sido devolvido quando terminaram as perícias, e nunca foi”, reclama. O dono da Etoile Limousines chega ao ponto de se referir ao automóvel acidentado como “um pedaço de história que poderia ser usado para recordar uma terrível tragédia”.

Seja como for, Musa quer o seu Mercedes (ou o que resta dele) de volta. Com que intuito – se para expor o carro da morte, ou para vendê-lo – só o tempo o esclarecerá.

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