Fogo de Pedrógão Grande

João Galamba: “Paulo Rangel mente descaradamente”

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O socialista João Galamba acusou o eurodeputado social-democrata de "mentir descaradamente" e o PSD de "instrumentalizar" a tragédia de Pedrógão Grande. "É indigno o que Paulo Rangel fez."

TIAGO PETINGA/LUSA

O deputado do PS João Galamba acusou Paulo Rangel de mentir “descaradamente” ao afirmar que o Governo fez cortes brutais que causaram vítimas, numa referência aos incêndios de Pedrógão Grande, e acusou o PSD de “instrumentalizar” a tragédia, que fez 64 mortos.

Paulo Rangel mente descaradamente. O único Governo que fez cortes — fez muitos cortes –, e os portugueses sabem bem porque sentiram-nos na pele, foi o Governo que Paulo Rangel apoiou”, afirmou o socialista, em declarações esta sexta-feira na Assembleia da República.

O socialista acusou o PSD de “instrumentalizar uma tragédia” para a “luta política”. “É indigno o que Paulo Rangel fez, devia ter vergonha e o PSD devia ter vergonha por insistir reiteradamente neste discurso.” Galamba classificou ainda as declarações do eurodeputado do PSD “inaceitáveis”. “Paulo Rangel veio dizer que este Governo fez cortes brutais na saúde, na educação e na Proteção Civil e isso é pura e simplesmente falso.”

Uma vez que as afirmações do social-democrata foram feitas esta manhã na Universidade de Verão do PSD, Galamba acusou também a Universidade de Verão de estar a “especializar-se a lecionar factos alternativos”.

Sugeriu ainda Rangel a consultar os factos, que são “públicos”, acrescentando que “todos os orçamentos” destas entidades foram “reforçados quer em meios quer em recursos financeiros”. “Eu recomendava ao dr. Paulo Rangel que, antes de falar em universidades de verão, tivesse esse cuidado de se informar melhor.”

O PSD, segundo o porta-voz socialista, “não tem discurso e como está desesperado dispara em todas as circunstâncias e sem olhar a meios”.

“Essa tentativa de tirar dividendos políticos de mortes e de uma tragédia é um momento muito triste na democracia portuguesa e eu espero que o PSD saia desse registo rapidamente para bem de todos nós e do próprio PSD”, apelou.

Para o dirigente socialista, esta tentativa de aproveitamento político do incêndio de Pedrógão Grande “tem sido a marca do PSD desde que tragédia aconteceu em junho”.

“Tivemos o caso dos suicídios, o caso da alegada lista com mortes escondidas e agora temos esta declaração de Paulo Rangel”, recordou.

Na opinião do deputado do PS “é lamentável que o PSD se acantone nesse tipo de discurso, que é uma falta de respeito para com as pessoas, para com as vítimas e dá uma triste imagem de um partido que é um partido importante na democracia portuguesa”.

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