Cinema

MOTELX 2017: os terrores do festival em 11 filmes

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O MOTELX faz 11 anos e decorre entre terça e o próximo dia 10. Eurico de Barros seleccionou 11 filmes entre as dezenas que passam no Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa de 2017.

Autor
  • Eurico de Barros

Tenham medo, lisboetas. Tenham mesmo muito medo, porque o MOTELX-Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa abriu as portas pela 11ª vez, e vai exibir a sua parada de terrores vindos de todas as partidas do mundo, Portugal incluído, entre esta terça e dia 10, no Cinema São Jorge e no Teatro Tivoli BBVA. Os convidados de honra deste ano são Roger Corman e Alejandro Jodorowsky, que terão sessões especiais com dois dos seus filmes cada um, e darão masterclasses e autógrafos. Eis 11 escolhas para os 11 anos do festival.

“The Limehouse Golem”, de Juan Carlos Medina

O espanhol Juan Carlos Medina foi filmar a Inglaterra esta adaptação do livro de Peter Ackroyd. Na Londres vitoriana, o bairro de Limehouse está a ser palco de uma série de crimes hediondos, ao ponto da imprensa alegar que o responsável é uma criatura fantástica, saída dos tempos medievais: o Golem. Bill Nighy interpreta o inexperiente inspector da Scotland Yard encarregue de investigar o caso, acompanhado por Eddie Marsan, Douglas Booth e Olivia Cooke. (São Jorge 3: dia 5, 00.15/dia 6, 19.05)

“Prey”, de Dick Maas

Bem conhecido em Portugal graças a filmes de terror, ação e “suspense” como “O Elevador”, “Amsterdamned” ou “Favor não Incomodar”, o holandês Dick Maas dedica-se agora ao horror zoológico com tempero de humor negro neste “Prey”. Um leão de proporções invulgares está à solta em Amesterdão, onde já perpetrou duas sangrentas matanças, e uma jovem veterinária do Jardim Zoológico local e um caçador de leões inglês paraplégico vão juntar-se para tentarem apanhar o monstro. Entretanto, alguns cidadãos decidem também caçá-lo. (São Jorge 3, dia 6, 23.45/dia 7, 19.00)

“The Bad Batch”, de Ana Lily Amirpour

Uma história de amor, sobrevivência e canibalismo, passada no Texas, num futuro distópico, é o que nos propõe aqui a iraniano-americana Ana Lily Amirpour, autora do filme de vampirismo minimalista “Uma Rapariga Regressa de Noite Sozinha a Casa”. O elenco de “The Bad Batch” é tão excêntrico como a sua história: Suki Waterhouse na protagonista, Jason Momoa, Jim Carrey, Keanu Reeves, Diego Luna e Giovanni Ribisi. (São Jorge-Sala Manoel de Oliveira, dia 7, 21.30)

“El Bar”, de Álex de la Iglesia

Um banal café e bar do centro de Madrid é o cenário do novo filme do autor de “Acción Mutante”, “Perdita Durango” e “Os Crimes de Oxford”. Duas súbitas mortes a tiro forçam os clientes do dito estabelecimento a ficarem fechados lá dentro, com as consequentes fricções e tensões entre eles, já que o responsável pelos dois assassínios, ou um cúmplice, pode também lá estar. Será um terrorista? Será um psicopata? Álex de la Iglesia combina aqui a comédia negra, o “thriller” urbano e o terror psicológico. (São Jorge-Sala Manoel de Oliveira, dia 6, 19.00/São Jorge 3, dia 8, 14.30)

“La Región Salvaje”, de Amat Escalante

Inspirando-se em “Possessão”, de Andrzej Zulawski (1981), o espanhol Amat Escalante rodou esta inquietante história passada numa cidadezinha mexicana, que entretece drama, ficção científica, terror e erotismo. Nela estão envolvidos um casal em dificuldades matrimoniais e em que o marido mantém, em segredo, uma relação homossexual com o cunhado, uma mulher misteriosa e uma criatura extraterrestre refugiada numa cabana isolada nos bosques. Escalante ganhou o Leão de Prata de Melhor Realizador no Festival de Veneza. (São Jorge-Sala Manoel de Oliveira, dia 7, 16.40)

“Train to Busan”, de Yeon Sang-ho

“Zombies” em versão sul-coreana, e à solta num comboio, o expresso que liga Seul a Busan. Um estranho vírus espalha-se pela Coreia do Sul e transforma as pessoas em ferozes “zombies”. A Lei Marcial é declarada. Um homem e a sua filha pequena seguem no comboio que liga as suas maiores cidades do país, e vão ter que lutar pela sobrevivência, juntamente com os outros passageiros, à medida que o vírus os vai infetando e instalando o caos nas composições. (São Jorge-Sala Manoel de Oliveira, dia 8, 00.00)

“A Máscara da Morte Vermelha”, de Roger Corman

Exibido na secção Culto dos Mestres Vivos, em homenagem a Roger Corman, um dos dois convidados especiais do MOTELX 2017, este foi o sétimo de oito filmes do mestre baseados em contos de Edgar Allan Poe, escrito por Charles Beaumont e R. Wright Campbell, com fotografia de Nicolas Roeg. Vincent Price é o cruel, depravado e satânico mestre de cerimónias desta fita de 1964, onde o terror nasce das atmosferas, das interpretações e da mestria cinematográfica de Corman . (Teatro Tivoli BBVA, dia 7, 21.30)

“Santa Sangre”, de Alejandro Jodorowsky

O realizador, ator, autor e desenhador chileno é o segundo homenageado deste ano pelo festival na secção Culto dos Mestres Vivos. Tal como “El Topo”, que também será exibido, “Santa Sangre” é um filme que se esquiva a qualquer classificação e desafia todas as interpretações, refletindo o gosto de Jodorowsky pelo surrealismo, pelo grotesco, pelo terror clássico e pelo absurdo. São influências não só cinematográficas como também literárias e gráficas. já que ele conviveu e trabalhou com nomes como Topor, Fernando Arrabal e Moebius/Giraud). (Teatro Tivoli BBVA, dia 9, 19.00)

“King Cohen”, de Steve Mitchell

Realizador de filmes únicos de série B como “O Monstro Está Vivo!” “Foi Deus Quem Ordenou” , “Terror Sobre a Cidade” ou “Substância Maldita”, Larry Cohen é o realizador mais injustiçado da geração que nos deu George Romero, Tobe Hooper, Wes Craven ou John Carpenter. Este documentário faz justiça ao “Rei Cohen”, indo ouvi-lo e contando também com depoimentos de nomes como Martin Scorsese, Joe Dante. J.J. Abrams, Rick Baker, John Landis, Michael Moriarty ou Barbara Carrera. (São Jorge 3, dia 10, 14.30)

“O Espírita”, de Augusto Fernando

Uma das curiosidades destes MOTELX é este filme de terror com laivos eróticos, o único do seu realizador, o espanhol Alberto Fernando, rodado em Lisboa pouco depois do 25 de Abril, em 1976, com atores e equipa técnica trazidos de Espanha. É a história de Alberto, um famoso fotógrafo lisboeta, grande libertino e também médium, que fica possuído pelo espírito maligno do marido de uma rica viúva cinquentona que o consultou e para a qual organizou uma sessão. Em Portugal, “O Espírita” só passou no Coliseu do Porto, em 1977. (São Jorge 2, dia 10, 19.10)

“It”, de Andy Muschietti

Em 1990, Tommy Lee Wallace realizou a minissérie “It-O Palhaço Assassino”, baseado num dos melhores livros de terror de Stephen King, com Tim Curry no papel principal, e agora surge a adaptação ao cinema. Estamos no Maine, no verão de 1989, e um grupo de sete miúdos enfrenta uma ameaça sobrenatural que rapta crianças e toma a forma de um palhaço chamado Pennywise (Bill Skarsgard). Já adultos, 27 anos mais tarde, os membros do grupo vão ter que se confrontar com o mesmo Pennywise, bem como os seus medos mais secretos. (São Jorge-Sala Manoel de Oliveira, dia 10, 21.00)

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