Fogo de Pedrógão Grande

Castanheira de Pera apela a que os apoios sejam enviados para entidades competentes

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera apelou às pequenas instituições e particulares para canalizarem os apoios para as vítimas do incêndio para as entidades competentes.

PAULO CUNHA/LUSA

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes, apelou esta terça-feira às pequenas instituições e particulares para canalizarem os apoios para as vítimas do incêndio para as entidades competentes de forma a impedir duplicações.

O autarca, que pertence ao Conselho de Gestão do fundo Revita, explicou que há pequenas entidades ou particulares que, “às vezes, angariam fundos e vão ao terreno” dar apoio às pessoas afetadas pelo incêndio que começou em junho em Pedrógão Grande sem se articularem com as autarquias ou outras entidades responsáveis pela distribuição dos apoios.

“Temos o fundo Revita, constituído para ajudar na reconstrução das habitações, temos um conjunto de entidades como a Cáritas e a União das Misericórdia, e depois temos outros angariadores mais pequenos e que, por si, vão entregar [os apoios]”, disse à agência Lusa o presidente do município de Castanheira de Pera, concelho igualmente atingido pelo incêndio, sublinhando que pode haver duplicações nesses casos, visto que há situações em que essas entidades mais pequenas não comunicam aos municípios ou “aos serviços descentralizados do Governo” os apoios prestados.

De acordo com o autarca, o grande problema no terreno não está relacionado com contas solidárias, mas sim com uma distribuição coordenada de apoios que surgem de forma isolada. Fernando Lopes lançou o apelo a essas pequenas instituições e a particulares para que se dirijam aos municípios ou a entidades como a Segurança Social ou a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro por forma a garantir uma “maior justiça” na distribuição de apoios.

Para o autarca, essa canalização de apoios isolados que vão surgindo no terreno para as entidades competentes permitiria evitar “duplos financiamentos” e também “hipotéticos aproveitamentos de pessoas que não tiveram prejuízos”. Segundo Fernando Lopes, esta é uma situação que o Governo “não tem hipótese de controlar”, sendo que apenas pode ser resolvida com a colaboração dessas mesmas instituições e particulares.

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera sublinha que, neste momento, “está tudo coordenado” entre o fundo Revita, as autarquias e a Caritas e a União das Misericórdias. O autarca frisou também que não tem conhecimento de “contas solidárias fraudulentas”. “Se tivesse conhecimento, denunciava”, afirmou.

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