Fogo de Pedrógão Grande

Marcelo quer esclarecimento público sobre donativos de Pedrógão Grande

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O Presidente diz que lhe explicaram, a 17 de agosto, e foi "esclarecedor. Agora falta esclarecer os portugueses. Marcelo também pede "pacto" para Pedrógão ficar fora da disputa eleitoral autárquica.

PAULO NOVAIS/LUSA

O Presidente da República pediu esta terça-feira que seja explicado aos portugueses, como lhe explicaram a si, como funciona a recolha e gestão dos donativos para ajudar as vítimas de Pedrógão Grande. Marcelo Rebelo de Sousa foi confrontado com a polémica suspeita dos autarcas locais sobre o destino de alguns donativos privados e deixou três recados.

O primeiro é mesmo que “quem de direito esclareça os portugueses” sobre os donativos: “Foi-me explicado a 17 de agosto, mas acho que deve ser explicado aos portugueses que só uma parte do fundo é gerida pelo Estado e outra por outras entidades”. O Presidente garante não ter dúvidas — “eu achei que tinha lógica” — mas também disse que “é preciso que os portugueses compreendam”.

É preciso explicar aos portugueses aquilo que me explicaram a mim: de onde o dinheiro veio, quem é que o está a gerir, como e quanto”

O Governo já explicou, esta terça-feira através de um comunicado, o funcionamento do fundo REVITA, mas Marcelo empurra a responsabilidade de mais esclarecimentos para “quem, a nível local tenha uma visão de coordenação da intervenção” no terreno.

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À margem de uma visita em Lisboa, o Presidente deixou ainda, em declarações aos jornalistas um segundo aviso sobre esta matéria de apoio às zonas afetadas pelo fogo do final de junho: “É preciso que, a existirem duplicações ou insuficiências” no apoio às vítimas, elas “sejam corrigidas”.

Por fim, Marcelo pediu “um pacto de não agressão” nos concelhos afetados pelos incêndios até à data das eleições autárquicas. “Era bom que nas três semanas até às eleições, aquela tragédia, aquelas famílias e vítimas não possam ser envolvidas na campanha eleitoral local”. Para o Presidente, esta “não é uma questão eleitoral” e, apesar de reconhecer que é “difícil” resistir à “tentação”, pede que se faça “um esforço de nestas três semanas não utilizar essas tragédia na campanha eleitoral”.

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