Cinema

Cinco curiosidades sobre o filme em que Javier Bardem é Pablo Escobar

'Loving Pablo' é baseado numa história real, conta com Penélope Cruz, mulher de Javier Bardem, como co-protagonista e promete mostrar um lado diferente da vida do traficante colombiano.

Javier Bardem é um Pablo Escobar já milionário e influente, no filme de Fernando León de Aranoa.

Divulgação

Pablo Escobar, o famoso e temido traficante colombiano, tornou-se nos últimos anos numa personagem fetiche de milhões de pessoas em todo o mundo. Muito graças à popular série “Narcos” – a terceira temporada estreou recentemente no Netflix, contando com o português Pêpê Rapazote no elenco -, o líder do cartel de Medellín começou a aparecer em todo o lado (livros, séries, filmes, etc.) e agora, no decorrer do Festival de Veneza, voltou a ser avistado, desta vez em formato longa-metragem num filme chamado “Loving Pablo”.

Por enquanto ainda não há data prevista de estreia em Portugal, contudo, há uma série de particularidades que tem de conhecer antes de assistir à bio-pic em que Javier Bardem veste a pele (e o bigode, claro) do sanguinário traficante.

1. O filme é baseado numa história verídica

Em 2007, Virginia Vallejo (que no filme é interpretada por Penélope Cruz) veio a público falar da relação que manteve com Pablo Escobar ao longo de vários anos. No livro “Amando Pablo, Odiando Escobar”, a jornalista e pivot colombiana deu a conhecer uma faceta diferente do que é considerado por muitos como um dos maiores criminosos de sempre. É com base nesta visão que Fernando León de Aranoa idealizou “Loving Pablo”. Segundo a norte-americana Variety — que já viu o filme –, esta novidade dá “o toque de telenovela” que faltava à série protagonizada pelo brasileiro Wagner Moura.

Javier Bardem (à esq.) é Pablo Escobar e Penélope Cruz (à dir.) é Virginia Vallejo. © Divulgação

2. Marido e mulher, juntos outra vez

É a quarta vez que Penélope Cruz e Javier Bardem protagonizam um filme em conjunto. O casal, que está casado desde 2010, contracenou pela primeira vez em 1992, no filme “Jamón, Jamón”, do falecido Bigas Luna. Quinze anos e um Woody Allen depois, o casal voltou a partilhar o ecrã em 2009, desta vez em “Vicky Christina Barcelona”, filme que lhe rendeu a Cruz o Óscar de Melhor Atriz Secundária. Ridley Scott foi o responsável por reunir os dois espanhóis novamente, desta vez em 2013, no filme “O Conselheiro do Crime.” A contagem de filmes “Javier & Penélope” deverá aumentar em breve, já que o casal também vai participar em “Todos lo Saben”, filme de Asghar Farhadi que ainda se encontra em fase de gravação.

3. Importam-se de repetir?

Escobar é natural de Antioquia, região no noroeste da Colômbia onde se fala um dialeto bastante específico chamado pasia. Os diálogos de “Loving Pablo” podem ser feitos em inglês, mas o realizador quis que estes fossem o mais realistas possível, por essa razão, é provável ouvir-se uma ou outra frase ou expressão aparentemente incompreensível: ela terá raízes nesta linguagem pouco conhecida.

4. Bardem no seu melhor

O filme pode já ter sido exibido no Festival de Veneza, mas ainda não chegou ao circuito comercial, o que faz com que ainda não existam críticas suficientes para se formar uma noção real da qualidade do trabalho de Fernando León de Aranoa. Contudo, o trabalho de Bardem já é considerado como um dos pontos mais fortes de “Loving Pablo”. A Variety destaca “o ameaçador e brutal carisma” do ator espanhol, peça-chave na caracterização da “besta corrupta e carnal” que é Pablo Escobar. O El País, por sua vez, afirma que “Bardem entregou-se completamente ao papel”, dando a conhecer o vilão de forma tão intensa que é impossível “esquecer quem temos à nossa frente.” Por fim, convém assinalar o que Alberto Barbera, diretor do festival, disse antes da exibição do filme: “Vale a pena ver o que Bardem conseguiu fazer com o Escobar”.

5. Reencontro de espanhóis

Esta não é a primeira vez que Fernando León e Bardem trabalham em conjunto. Há 15 anos, a estreia de “Às Segundas ao Sol” marcou o início da relação de amizade entre os dois espanhóis que, pouco depois de se terem conhecido, começaram a discutir a possibilidade de fazer um filme sobre Escobar. O tempo foi passando e só recentemente é que foi possível reunir os recursos necessários para dar vida a esta ideia que tem León como realizador e Bardem no papel de ator e produtor (lugar que volta a ocupar depois de já ter produzido “Invisibles”, “Sons of the Clouds”, “Bigas x Bigas” e “Los Lobos de Washington”).

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