Guiné-Bissau

UE e Programa Alimentar Mundial cofinanciam estudo sobre má nutrição na Guiné-Bissau

A União Europeia, o Governo da Guiné-Bissau e o Programa Alimentar Mundial vão financiar um estudo para analisar a incidência de má nutrição no país.

Os últimos dados disponibilizados na Guiné-Bissau referem que a taxa de má nutrição infantil se situa nos 27,6%

EPA

A União Europeia, o Governo da Guiné-Bissau e o Programa Alimentar Mundial vão financiar um estudo para a obtenção de dados credíveis sobre a incidência da má nutrição no país, informou, em comunicado, a organização europeia, esta sexta-feira.

O estudo visa fornecer dados objetivos e credíveis sobre a incidência social e económica da má nutrição na Guiné-Bissau e potenciar a adoção de políticas públicas sérias no sentido da erradicação do fenómeno“, refere a União Europeia. O trabalho vai ser feito no âmbito da iniciativa “O Custo da Fome em África”, que procura calcular o impacto da má nutrição na educação, economia e desenvolvimento dos países.

Segundo estudos já realizados em 12 países africanos, a má nutrição é responsável pela perda de 16% do Produto Interno Bruto. Para reduzir a fome, a má nutrição e a insegurança alimentar no mundo entre 2014-2020, a União Europeia comprometeu-se a disponibilizar 3,5 mil milhões de euros. Na Guiné-Bissau, a União Europeia facultou 15 milhões de euros entre 2008 e 2009 em matéria de nutrição.

O estudo vai ser realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau. Os últimos dados disponibilizados na Guiné-Bissau referem que a taxa de má nutrição infantil diminuiu entre 2000 e 2004, passando de 36,1% para 27,6%.

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