Sanções

Coreia do Norte: EUA vão propor sanções adicionais

Os Estados Unidos anunciaram a intenção de pedir uma reunião ao Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de submeter a votação uma resolução para "sanções adicionais" contra a Coreia do Norte.

Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos da América nas Nações Unidas

PETER FOLEY/EPA

Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira a sua intenção de pedir uma reunião ao Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira, com o objetivo de submeter a votação uma resolução para “sanções adicionais” contra a Coreia do Norte.

A proposta, que entre outros pontos inclui a proibição de venda de petróleo à Coreia do Norte, circulou nos Estados Unidos nos últimos dias, antecipando a sua preferência para que o tema seja levado à mesa do Conselho de Segurança na segunda-feira.

Um comunicado da missão dos Estados Unidos na ONU informou na noite de sexta-feira que o Conselho de Segurança foi informado da sua “intenção de convocar uma reunião na segunda-feira para votar uma proposta de resolução que estabelece sanções adicionais à Coreia do Norte”.

A Rússia, um país que tem direito de veto nas decisões do Conselho de Segurança, já disse que está contra a punição da Coreia do Norte através de embargos à venda de petróleo.

Segundo Moscovo, esse tipo de medidas teria um impacto particular na população, sendo preferível um enfoque em pressões políticas.

A convocatória formal para a reunião de segunda-feira tem de ser feita pela presidência do Conselho de Segurança, que este mês está a cargo da Etiópia.

No domingo, a Coreia do Norte realizou o seu sexto e mais poderoso teste nuclear até à data, no que revelou ter sido a detonação de uma arma termonuclear para ser colocada num míssil intercontinental.

Em julho, o país testou por duas vezes o modelo de mísseis Hwasong-14, que os analistas consideram serem capazes de atingir os Estados Unidos, incluindo cidades importantes como Chicago e Los Angeles.

Na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que uma ação militar é “certamente” uma opção contra a Coreia do Norte.

“Eu preferia não adotar a via militar, mas é algo que certamente pode acontecer”, disse.

No mês passado, a Coreia do Norte lançou um míssil que sobrevoou o Japão.

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