Assalto em Tancos

Não podemos ter o Governo a dizer que não sabe se existiu ou não roubo de armas em Tancos

O Bloco quer novos esclarecimentos do ministro da Defesa sobre o desaparecimento de armas dos paióis de Tancos, considerando que o Governo não pode dizer que "não sabe se existiu ou não roubo".

NUNO FOX/LUSA

O Bloco de Esquerda mostrou-se favorável a novos esclarecimentos do ministro da Defesa sobre o desaparecimento de armas dos paióis de Tancos, considerando que o Governo não pode dizer que “não sabe se existiu ou não roubo”.

“Não podemos ter o Governo a dizer que não sabe se existiu ou não roubo em Tancos. Os esclarecimentos são essenciais neste momento”, disse a coordenadora do BE, Catarina Martins, que falava à imprensa à margem de uma iniciativa com o candidato do partido à câmara de Lisboa Ricardo Robles, nas autárquicas de 01 de outubro.

Em entrevista publicada no domingo no DN e transmitida na rádio TSF, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes referiu-se à falta de provas visuais, testemunhais ou confissão e admitiu que “no limite” pode não ter havido qualquer roubo.

“No limite, pode não ter havido furto nenhum. Como não temos prova visual nem testemunhal, nem confissão, por absurdo podemos admitir que o material já não existisse e que tivesse sido anunciado… e isto não pode acontecer”, disse.

O CDS-PP já divulgou que irá propor na reunião de terça-feira da comissão de Defesa Nacional que a audição com Azeredo Lopes que está prevista para dia 20 inclua um ponto sobre a questão de Tancos.

Contactado pela Lusa, o coordenador dos deputados do PSD na comissão, Pedro Roque, admitiu essa possibilidade, remetendo para a reunião uma posição definitiva sobre o assunto.

A audição tinha sido pedida pelo PSD antes das férias parlamentares sobre as Forças Nacionais Destacadas, relações com a NATO e sobre a Política Europeia de Segurança e Defesa.

Na entrevista, Azeredo Lopes revelou alguns pormenores do relatório que pediu no final de junho, depois do furto em Tancos, à Inspeção-Geral de Defesa Nacional sobre o estado das principais instalações militares, concluindo que “é razoável”.

Azeredo Lopes indicou ainda que a Inspeção-Geral detetou a necessidade de implementar melhorias em “três dimensões fundamentais”, nomeadamente a concentração de material, o reforço dos mecanismos de vigilância e, na parte dos sistemas de informação e de gestão de informação, a criação de um sistema comum aos três ramos.

Isto significa, sublinhou, “a necessidade de uma vez por todas haver um conhecimento instantâneo, atualizado, de tudo o que está nos paióis para se evitar no futuro o que ocorreu em Tancos”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site