Audi

Aicon. Viajar em executiva, mas com mais mordomias

No futuro, o condutor não será mais que um passageiro. Por isso, a Audi diz 'adeus' ao volante e aos pedais no concept Aicon, para se focar no que interessa: 'voar' de carro em executiva. Veja como.

A marca dos quatro anéis tem como objectivo assumido estar na linha da frente em matéria de condução autónoma. E como esta tem diferentes níveis, é assim que a marca de Ingolstad se apresenta em Frankfurt, com o novo A8, o primeiro automóvel a oferecer o nível de 3 de condução autónoma, e dois protótipos que materializam a sua visão do futuro neste domínio. Um deles dá pelo nome de Aicon. Eléctrico e autónomo, trata-se de um protótipo para quatro ocupantes que consubstancia a revolução tecnológica que a Audi quer protagonizar.

Com 5.444 mm de comprimento, 2.100 mm de largura, 1.506 mm de altura e uma distância entre eixos de 3.470 mm (mais 240 mm que a versão longa do novo A8), o Aicon impressiona pela enorme superfície vidrada – tanta que a Audi integrou um sistema para que gerir a entrada de luz solar no habitáculo, permitindo diferentes níveis de transparência.

Outro dos pontos fortes deste concept é a luz (isso mesmo). Incorporando OLEDS, o protótipo não só consegue comunicar com os outros veículos, mostrando graficamente se está a acelerar, travar ou mudar de direcção, como ainda dá uma palavrinha aos peões, já que consegue projectar sinais para facilitar a comunicação. E, para quem entra a bordo, as ‘boas-vindas’ são também dadas sob a forma de luz, com uma projecção no solo mediante a abertura das portas – as portas traseiras são “suicidas” (abrem em sentido contrário).

A ausência de pilar B dificilmente passará para a versão de produção, por motivos de segurança. Já o mesmo não se passa, por exemplo, com a grelha Singleframe invertida, que antecipa como será a frente dos futuros automóveis eléctricos da Audi.

As enormes cavas da rodas sugerem que o protótipo usufrui de tracção integral quattro, o que se confirma pelo conjunto motopropulsor: um motor eléctrico por roda, totalizando 260 kW (348 cv) e um binário de 550 Nm. Em termos de autonomia, o fabricante de Ingolstad promete um alcance entre 700 e 800 km, em virtude de uma construção a primar pelo baixo peso e pela aerodinâmica. Mas a Audi vai mais longe e, como não quer fazer esperar os seus clientes, assegura que o protótipo integra um sistema de carga rápida a 800 volts, pelo que em menos de meia hora é devolvida 80% da capacidade às baterias.

Nota ainda para a suspensão activa, a incrementar o conforto em mau piso, e para os dois eixos direccionais, que permitem ao Aicon reclamar um ângulo de viragem de apenas 8,5 metros.

Lá dentro é onde tudo acontece

Embora tenha uma imagem marcante, o que mais cativa neste protótipo da Audi é que o habitáculo se assume como um mundo de possibilidades. A marca alemã concentrou-se em fazer do interior deste 2+2 uma espécie de jacto privado. Ou, melhor, hotel de cinco estrelas com rodas. Porquê? Porque a suportar os bancos (na frente individuais e atrás tipo poltrona) está uma plataforma não só capaz de os fazer deslocar, como também de os elevar, convertendo-os numa espécie de espreguiçadeira.

Se esta “dança das cadeiras” já é um mimo, imagine agora poder seguir viagem a tirar partido da conectividade. Desde ver um filme, partilhar conteúdos nas redes ou navegar na Net, tudo é possível. Até… trabalhar! Por exemplo, fazendo videoconferências.

Como não há pedais, nem volante, o Aicon mais parece um salão de baile – cheio de espaço para desfrutar e com um enorme ecrã contínuo a envolver o habitáculo. Mas nesta dança entra ainda a Pia, assistente pessoal que trata de reconhecer os ocupantes através dos respectivos smartphones e de adaptar o interior às preferências de cada um. Da climatização à posição do banco, passando pela iluminação-ambiente ou pelo grafismo do infoentrenimento, parece que no futuro os nossos desejos vão ser ordens. E ninguém pia.

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