Sida

EUA ajuda Moçambique no combate à Sida com 335 milhões de euros

Os Estados Unidos vão apoiar o combate à Sida em Moçambique com 335 milhões de euros. O projeto quer aumentar em 40% o número de pessoas com HIV em tratamento anti-retroviral.

O plano para o próximo ano prevê também uma aposta em medidas de prevenção junto de grupos de risco

NIC BOTHMA/EPA

Os Estados Unidos da América anunciaram esta terça-feira a atribuição de um apoio de 400 milhões de dólares (335 milhões de euros) para combate à sida em Moçambique em 2018. Uma das metas consiste em aumentar em 40% o número de pessoas com HIV em tratamento anti-retroviral.

O “nosso objetivo comum nos próximos doze meses é registar 375.000 pessoas com o HIV nos serviços de cuidados e tratamento. Isso significa que, até final de 2018, 1.262.000 moçambicanos que vivem com HIV estarão em tratamento”, anunciou Dean Pittman, embaixador dos EUA em Maputo.

O diplomata falava durante uma cerimónia conjunta com o Ministério da Saúde moçambicano para assinalar a atribuição do apoio no âmbito do Programa do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Sida (PEPFAR).

O objetivo principal de PEPFAR Moçambique é apoiar os esforços dos países para alcançar o controle da epidemia do HIV até 2020″, acrescentou.

O plano para o próximo ano prevê também uma aposta em medidas de prevenção junto de grupos de risco e garantir que “todas as mulheres grávidas e lactantes conheçam o seu estado serológico para prevenir a transmissão da doença para recém-nascido”, referiu o diplomata. As ações vão dar especial atenção à província central da Zambézia que, de acordo com os dados oficiais, tem o maior número de pessoas infetadas com HIV e a menor cobertura de tratamento.

O índice de HIV/Sida em Moçambique aumentou de 11,5%, em 2009, para 13,2%, em 2015, de acordo com dados do Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/sida (Imasida), divulgados em março deste ano pelo Governo moçambicano. O relatório do programa da ONU para o combate à Sida (Onusida), publicado em julho, 54% das pessoas que vivem com o vírus no país estão em tratamento e 61% dos infetados têm conhecimento do seu estado.

Segundo o documento, Moçambique está entre os sete países da África Oriental e Austral que concentram 50% das novas infeções que ocorreram entre 2010 e 2016 e que nesse período atingiram 790 mil pessoas. Em agosto, o Conselho de Ministros de Moçambique anunciou o compromisso de, até 2020, reduzir as mortes por VIH/sida em 49% e a transmissão sexual do vírus em 50%.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site