Reciclagem

Carros elétricos e drones exigem novas formas de tratar pilhas e baterias velhas

Os novos aparelhos, como telemóveis, carros elétricos ou drones, exigem outras formas de recolher, tratar e reciclar as suas pilhas e baterias.

Este será um dos temas do 22.º congresso internacional sobre reciclagem de pilhas e acumuladores

VALENTIN FLAURAUD/EPA

Os novos aparelhos, como telemóveis, carros elétricos ou drones, exigem outras formas de recolher, tratar e reciclar as suas pilhas e baterias, alertou esta quarta-feira o diretor-geral de uma das entidades gestoras deste resíduo.

“Não para de haver alterações nesta área, primeiro foram os telemóveis e outros aparelhos elétricos e eletrónicos e agora estamos numa outra área que tem a ver com os automóveis, ou com os veículos de deslocação elétricos, cujas vendas têm vindo a crescer, além dos drones”, disse à agência Lusa Eurico Cordeiro.

O diretor-geral da Ecopilhas acrescentou que uma das questões principais em análise entre as entidades gestoras em todo o mundo “prende-se com as novas tecnologias por detrás das baterias e das pilhas que fornecem energia a todo este tipo de aparelhos, a forma de reciclar e de tornar essas baterias e esses aparelhos mais seguros e também a forma como recolhê-los”.

Este será um dos temas do 22.º congresso internacional sobre reciclagem de pilhas e acumuladores promovido pela organização europeia ICM AG, que se inicia esta quarta-feira em Lisboa, e espera cerca de 200 participantes da Europa, mas também de países como a China, EUA, Canadá ou Rússia, entre produtores, recicladores, entidades gestoras do fluxo de resíduos de pilhas e acumuladores, órgãos reguladores ou companhias de transporte.

O congresso foca-se nas baterias e acumuladores portáteis, até cinco quilogramas, mais utilizados pelos consumidores domésticos. Segundo as estimativas referidas pelo responsável, devem chegar ao mercado português cerca de duas mil toneladas destas, por ano.

Estas pilhas e baterias são a área “mais preocupante [em termos ambientais] porque mais difícil de controlar e porque são mais pequenas e facilmente vão parar ao lixo comum ou as pessoas as deixam no ambiente”, salientou o diretor-geral da Ecopilhas, entidade que participa na organização do congresso. Eurico Cordeiro referiu ainda que Portugal não cumpre a meta de recolha de pilhas portáteis, aquelas de menores dimensões, principalmente utilizadas pelos consumidores domésticos.

Este ano, o total “das entidades gestoras de pilhas portáteis recolheram o equivalente a 39% do que foi colocado no mercado”, abaixo da meta fixada para 2016, de 45%, depois do objetivo de chegar aos 25% até 2015.

Além das baterias portáteis, existem as industriais (de equipamentos usados nas indústrias), cuja colocação no mercado será de cerca de cinco mil toneladas anuais, e as de automóvel.

A conferência da ICM AG, que decorre até sexta-feira, realiza-se há mais de 20 anos na Europa e, em Lisboa, entre os temas a analisar no congresso está a alteração da legislação europeia, sobre regras para recolha de pilhas e baterias, que vai estar em discussão nos próximos dois anos.

Segundo a Ecopilhas, existem 20 mil recipientes para recolher pilhas e baterias, chamados pilhões, distribuídos pelo país.

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