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Assírio Alvim publica inéditos de Fernando Pessoa e poesia de viragem de Ruy Belo

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Uma série de ficções inéditas de Fernando Pessoa chega às livrarias na próxima quinta-feira, juntamente com o livro de Ruy Belo "Transporte no Tempo", que marcou o início de uma nova fase.

EPA

Autor
  • Agência Lusa

Um novo volume de ficções de Fernando Pessoa, reorganizadas e inéditas, chega às livrarias na próxima quinta-feira, juntamente com o livro de Ruy Belo “Transporte no Tempo”, que assinalou o começo de uma nova fase na sua poesia.

Lançado pela Assírio & Alvim, o novo livro de Fernando Pessoa — “A porta e outras ficções” -, com edição e tradução de Ana Maria Freitas, reúne nove narrativas, quatro das quais inéditas, algumas escritas em português, outras em inglês, neste livro apresentadas em versão bilingue. As restantes ficções foram objeto de novas leituras e organização, refere a editora.

O livro inclui ainda duas tentativas de romance, as únicas na obra de Fernando Pessoa, que sempre evitou narrativas mais longas. Essas “tentativas de romance” são “Reação”, uma história passada no final da monarquia, numa época de grandes conspirações, e “Marcos Alves”, as confissões de uma alma possuída pela “agoniada tristeza de não ter feito nada”.

Os restantes contos que compõem este volume representam várias fases da vida criativa do escritor e incidem especialmente nos seus primeiros anos. A Assírio & Alvim lança no mesmo dia “Transporte no Tempo”, uma nova edição do livro de 1973 de Ruy Belo, que assinalou o começo de uma nova fase na sua poesia, durante o período em que viveu em Madrid.

Aqui é feito um elogio à liberdade e é manifestada uma preocupação pela frágil condição do Homem e do mundo”, explica a editora.

Como escreve Manaíra Aires Athayde, no prefácio desta edição, “podemos dizer que ‘Transporte no Tempo’ desenha a imagem de um poeta que empunha a palavra como uma maneira de procurar com a linguagem contornar o silêncio imposto”.

“Constituindo esse espaço de autorreflexão como busca da própria ideia de poesia, Ruy Belo não se cansa de afirmar que o poeta é aquele que ‘ensaia utensílios que, como o avião, transformam a visão o homem'”, acrescenta a investigadora, especialista na obra de Ruy Belo.

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