Neymar

Neymar está “isolado” no PSG e recusou-se a jogar contra o Montpellier

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A chegada do brasileiro (sobretudo pelo que custou) causou mal-estar no balneário. Agora, Neymar quer o estatuto que era de Cavani: bater penáltis e livres. O uruguaio não aceita e o verniz estalou.

FRANCK FIFE/AFP/Getty Images

Não, não começou tudo com a discussão (Neymar e Cavani quase se digladiaram para escolher quem cobraria um penálti) durante o encontro com o Lyon.

Na verdade, a contratação do brasileiro (a mais cara da história do futebol) não foi bem aceite no balneário do Paris Saint-Germain. Porquê? Porque a chegada de Neymar levaria, mais tarde ou mais cedo, a UEFA a investigar (e investigou… mais tarde) o clube parisiense por incumprimento do fair-play financeiro do organismo que tutela o futebol na Europa. Antes que a investigação avançasse, o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, e o diretor desportivo, o português Antero Henrique, resolveram vender “excedentários” para estabilizar as contas.

À cabeça, Ángel Di María, Javier Pastore, Blaise Matuidi, Lucas Moura, Julian Draxler, Serge Aurier ou Thiago Silva. Ou seja, jogadores com peso no balneário. Somente Aurier e Matuidi deixariam o Parc des Princes no verão. O segundo, um dos capitães do clube nos últimos anos, forçaria mesmo a saída para a Juventus, ofendido com a sua colocação na lista de dispensas por causa da contratação de Neymar. A história é contada esta segunda-feira pelo El País.

Mas o jornal espanhol vai ainda mais longe e avança que Neymar está “isolado” no Paris Saint-Germain — uma posição que se extremou após o referido jogo com o Lyon. O balneário (até aqueles que são próximos de Neymar, como Lucas Moura ou Marquinhos) “tomou as dores” de Cavani.

O presidente Nasser Al-Khelaifi tentou refrear os ânimos. Como? Enviou emissários para conversar, individualmente, com Neymar e com Cavani.

Ao uruguaio pediria que abdicasse dos penáltis e livres a favor do brasileiro. É sabido que caso Cavani se sagrasse o goleador-mor do Paris Saint-Germain, receberia um milhão de euros de bónus no final da temporada. Ora, não cobrado penáltis ou livres, dificilmente Cavani receberia o bónus prometido. Para alguém endinheirado como Nasser Al-Khelaifi tal não seria um problema: Al-Khelaifi aceitaria pagar o milhão de euros a Cavani quer este marcasse mais do que Neymar (ou outro futebolista qualquer) quer não marcasse. Só teria que abdicar do seu estatuto para Neymar. Cavani rejeitou de pronto.

Quanto a Neymar, Nasser Al-Khelaifi proporia o mesmo ao brasileiro: abdicar dos livres e penáltis a favor o ponta-de-lança — que tinha mais anos de “casa”. Neymar também não quis o acordo.

Mas a história tomaria contornos de escândalo no balneário. É que Neymar, regressado de uma viagem a Londres, resolveu pedir explicações (o El País descreve a abordagem como intempestiva e egocêntrica) a Cavani, confrontando-o na presença do restante plantel. Seria necessária a intervenção dos capitães ( Thiago Silva e Thiago Motta) e do treinador Unai Emery para serenar os ânimos.

Pouco depois, Neymar queixar-se-ia de um dor no pé, recusando-se a defrontar o Montpellier na jornada seguinte. Emery nem o convocaria. E o PSG empatou a zero.

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