Orçamento do Estado

Governo está a preparar medidas para reduzir consumo de sal e gorduras

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Depois do açúcar, e do sucesso da taxa sobre as bebidas açucaradas, Ministério da Saúde está a preparar medidas para reduzir o consumo de sal e gorduras, sem adiantar, para já, mais pormenores.

Há muitos anos que se fala na introdução de uma "fat tax". Este ano avançou a "sweet tax", uma versão mais "light" daquele imposto

Getty Images

A taxa sobre bebidas açucaradas, que entrou em vigor este ano, tem dado frutos e o Ministério da Saúde está agora a trabalhar no sentido de introduzir medidas para atacar o consumo de sal e gorduras, claramente associado a uma série de doenças e à redução do número de anos de vida saudáveis vividos.

“A matéria está a ser preparada”, respondeu Adalberto Campos Fernandes aos jornalistas, à margem da 1.ª Convenção de Alimentação Coletiva, em Lisboa, quando questionado sobre a hipótese de vir a ser introduzida uma taxa sobre estes produtos, à semelhança da taxa sobre bebidas açucaradas.

Sem avançar com pormenores, o ministro da Saúde acrescentou apenas que gostaria que o caminho passasse pela autorregulação, segundo a agência Lusa.

Na mesma ocasião, o ministro aproveitou para elogiar a atitude da indústria que, face à taxação dos produtos açucarados, “se adaptou e gerou novos produtos mais saudáveis”. Por conta disto, os portugueses vão consumir este ano menos 4.225 toneladas de açúcar, avançou o governante, que falava na sessão de abertura da 1.ª Convenção de Alimentação Coletiva.

Consumo de refrigerantes cai 25% em meio ano

Já em junho deste ano, em entrevista à Lusa, o ministro dizia que estava a trabalhar com o Ministério das Finanças e com as empresas do setor para introduzir um novo perfil “mais inteligente” do modelo de taxas sobre as bebidas açucaradas — respeitando a “razoabilidade fiscal” — e que “se vivêssemos num mundo ideal, aquilo que é reconhecido por todos como junk food, lixo alimentar, hipercalórico, com elevado teor de sal e gordura saturados, seria claramente a nossa prioridade”.

A ideia, explicava o governante, é “ser mais fácil e mais barato comprar produtos saudáveis e ser mais caro ou mais penalizador comprar produtos que não sejam saudáveis”. Isto “num quadro de grande equilíbrio porque estamos a falar de proteger os interesses das empresas do ponto de vista da sua atividade industrial e também por vezes populações de baixo rendimento que não podem ser prejudicadas com uma abordagem muito fundamentalista”.

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