Aviação

Queda da Monarch deixa hoteleiros do Algarve com dívidas de 36 milhões

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A companhia aérea era uma das principais a atuar no sul do país e, em agosto e setembro, levou 80 mil turistas ao Algarve através de operadoras turísticas que não pagaram.

OLIVER BERG/EPA

O fim da Monarch, que esta segunda-feira declarou falência e deixou de operar, deixou os hoteleiros no Algarve com pagamentos em dívida no valor de 36 milhões de euros, relativos aos meses de agosto e setembro, avança o Diário de Notícias. A transportadora aérea levou 80 mil turistas ao sul do país através de operadoras turísticas que deixaram pagamentos por fazer.

Em declarações ao DN, o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Elidérico Alves, considera que a “expectativa de resolução destas dívidas é zero”. Os turistas pagaram diretamente a operadoras turísticas como a Monarch Holidays, Somewhere2stay e Avro , que agora não têm como saldar a dívida.

Os 36 milhões de euros podem vir a ser mais caso se deem cancelamentos das estadias que já estavam marcadas para a época baixa, altura do ano em que a Monarch mais se focava. Segundo o presidente da AHETA, a dívida pode aumentar em 10 milhões de euros.

João Soares, da Associação da Hotelaria de Portugal, revela ao DN que “já começaram os cancelamentos de outros operadores turísticos que utilizam a Monarch como companhia de aviação” e considera que a falência do grupo pode ter um impacto ainda maior na região algarvia se “nenhuma companhia ocupar o lugar da Monarch no aeroporto de Faro”, acrescentando que já houve interesse demonstrado por parte da Jet2.

Os custos com clientes da Monarch que já estavam alojados nos hotéis nacionais aquando da falência vão ser ressarcidos, caso justifiquem, por um fundo de garantia. Salvam-se assim os custos de alguns hotéis que, segundo Elidérico Aves, têm por receber dívidas que vão dos 1500 aos 30 mil euros.

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