Atualidade

Como a Kobe Steel enganou (muitos) construtores

Quase 39 mil toneladas de alumínio e derivados, despachados pela japonesa Kobe Steel para os seus clientes, entre 1 de Setembro de 2016 e 31 de Agosto de 2017, não cumpriam as certificações acordadas.

De acordo com a Kobe Steel, "informações inscritas nos certificados para inspecção foram mal reescritas, levando a que os produtos fossem despachados como se tivessem as especificações pedidas"

Fornecedor de múltiplos construtores automóveis, o fabricante japonês de aço e derivados Kobe Steel admitiu ter dado informações falseadas sobre a composição de alguns dos produtos em alumínio e cobre que enviou para os seus clientes.

Segundo anunciou a própria Kobe Steel, quase 39 mil toneladas de rolos de alumínio e derivados, despachados para clientes entre 1 de Setembro de 2016 e 31 de Agosto de 2017, terão sido alvo daquilo que a própria companhia denomina de “conduta imprópria”. Levando a que “uma parte dos produtos entregues aos compradores não cumprisse as certificações acordadas entre a companhia e os seus clientes”, reconhece ainda a empresa, em comunicado.

Fabricantes automóveis como a Toyota, Nissan, Subaru e Mazda confirmaram já serem clientes da Kobe Steel, motivo pelo qual decidiram avançar com investigações internas, com o objectivo de determinar quais os veículos e peças que poderão ter sido afectados. Contudo, também outros construtores, como a Honda, a Ford ou a Suzuki, poderão estar entre os clientes afectados.

Aliás, já depois do mea culpa feito pelo fabricante japonês, a Subaru reconheceu ter utilizado produtos da Kobe Steel nos carros e aviões que produz, motivo pelo qual garantiu estar “a trabalhar rapidamente no sentido de identificar quais os componentes, modelos automóveis e aviões”, que poderão ter recebido materiais do fornecedor.

Tendo sempre como principal prioridade a segurança e tranquilidade dos nossos clientes, vamos continuar a reunir informação e a investigar de forma rápida o impacto desta situação na qualidade dos nossos veículos, ao mesmo tempo que decidimos quais as acções a tomar, daqui para a frente”, declarou, por seu turno, um porta-voz da Mazda.

Quanto à Toyota, afirmou que a prioridade “é a segurança dos clientes”, garantindo estar a trabalhar para rapidamente esclarecer se algum dos seus veículos terá sido afectado por esta situação. “Estamos já a considerar medidas que vão ter de ser implementadas, relativamente a esta matéria. A Toyota desde há muito que exige aos seus fornecedores que sejam rigorosos em matérias como a conformidade. Pelo que, no nosso entendimento, esta falha da parte de um fornecedor é um assunto grave”, afirma a marca nipónica.

A Nissan também confirmou ter utilizado alumínio da Kobe Steel nos capots e portas seus automóveis e, ao que anuncia, estará já a “apurar a existência de qualquer potencial impacto deste facto, na funcionalidade do veículo”.

A Kobe Steel garantiu que irá trabalhar com os seus clientes, com o propósito de verificar “o impacto da utilização destes materiais não-conformes, na qualidade e segurança dos produtos finais”. Sendo que a própria companhia japonesa responsável por toda esta situação designou uma empresa de advogados independente, para investigar o escândalo.

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