Luanda

Município de Luanda garante que divisão administrativa não deixa crianças sem escola

A direção de Educação de Luanda assegurou que as crianças do distrito urbano do Ngola Kiluanji não vão perder o próximo ano letivo devido ao reduzido número de escolas.

PAULO CUNHA/LUSA

A direção de Educação de Luanda assegurou que as crianças do distrito urbano do Ngola Kiluanji não vão perder o próximo ano letivo devido ao reduzido número de escolas resultante da nova divisão político-administrativa na capital angolana.

Em declarações hoje à Lusa, a diretora da Educação do município de Luanda, um dos nove da capital angolana, Joana Torres, lamentou a perda – em termos de administração do território – de mais de 20 escolas do novo distrito urbano Ngola Kiluanji para o município vizinho do Cazenga, mas garantiu que os alunos vão continuar nas escolas agora sob nova gestão.

“Não há esse risco, de as crianças ficarem fora do sistema de ensino em 2018, porque as salas existem e apenas vai mudar a gestão, antes Ngola Kiluanji e agora do Cazenga. E até porque vamos ainda receber mais 18 salas de aulas das escolas que eram do Kikolo/Cacuaco [outro município vizinho]”, disse.

Ou seja, acrescentou, “doravante será o Cazenga a gerir todo o pessoal, quer os alunos como os professores, que no fundo eram do Ngola Kiluanji”.

“Caso contrário seria muito complicado”, admitiu a responsável.

O administrador do distrito urbano do Ngola Kiluanji, centro de Luanda, Orlando Paca, queixou-se na terça-feira que aquela circunscrição “perdeu grande parte das infraestruturas sociais”, como escolas e postos de saúde, devido à nova divisão político-administrativa da capital angolana.

A posição foi transmitida pelo responsável em declarações à agência Lusa no âmbito do primeiro aniversário de elevação daquele antigo bairro do Sambizanga a distrito urbano, com Orlando Paca a manifestar-se “preocupado” pelo facto de aquela circunscrição ter perdido escolas, da antiga área geográfica, com “centenas de crianças na iminência” de perderem o ano letivo 2018.

“São muitas perdas, por exemplo a maioria das 26 escolas que tínhamos no distrito. Perdemos 22, ficamos apenas com quatro escolas, sendo três do ensino primário e uma do ensino médio”, afirmou.

Segundo Joana Torres, a entrega formal das escolas ao município do Cazenga começa na segunda-feira, admitindo que “poucas escolas sobraram” para o distrito, numa altura em que já decorre o “levantamento” das escolas particulares.

“Ficamos apenas com as escolas que estão do lado da Comarca Central de Luanda e mais três que vamos receber do Kikolo”, explicou.

Projetando já o próximo ano letivo, entre fevereiro e dezembro, e tendo em conta o reduzido número de escolas disponíveis para os alunos que residem na área geográfica daquele distrito urbano, o administrador de Ngola Kiluanji manifestou receio de ver muitas crianças fora do sistema ensino em 2018.

“Não haverá problemas porque as escolas existem e aliás a única coisa é apenas o número de escolas que Luanda perde para o Cazenga”, garantiu Joana Torres.

No quadro da nova divisão política e administrativa da capital, a província de Luanda conta atualmente com os municípios do Cazenga, Belas, Cacuaco, Icolo e Bengo, Quiçama, Viana, Luanda, Talatona e Kilamba-Kiaxi, com 41 distritos urbanos e 14 comunas.

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