Wall Street

Wall Street fecha com os seus três índices emblemáticos em níveis inéditos

A bolsa nova-iorquina encerrou novamente com os seus três índices emblemáticos em níveis inéditos, com os investidores entusiasmados pela futura reforma fiscal prometida por Donald Trump.

MICK TSIKAS/EPA

A bolsa nova-iorquina encerrou esta sexta-feira novamente com os seus três índices emblemáticos em níveis inéditos, com os investidores entusiasmados pela futura reforma fiscal prometida por Donald Trump.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,71% (165,59 pontos), para as 23.328,63 unidades, e o tecnológico Nasdaq 0,36% (23,99), para as 6.629,05. O alargado S&P500 progrediu 0,51% (13,11), para os 2.575,21 pontos.

No conjunto da semana que hoje termina, o Dow Jones valorizou 1,95%, superando inclusive pela primeira vez o patamar dos 23 mil pontos, o 0,34% e o S&P500 0,85%.

Agora, a reforma fiscal ou, pelo menos, as descidas de impostos já não são apenas uma esperança, o que suscita muito otimismo”, entre os investidores, comentou Sam Stovall, da CFRA.

O Senado norte-americano deu esta sexta-feira a sua autorização para o lançamento da reforma da fiscalidade, adotando uma resolução que estabelece as grandes linhas do orçamento para 2018.

Uma cláusula permite aos republicanos dispensarem a necessidade de uma maioria absoluta (51 votos) para aprovarem a reforma fiscal, o que facilita ainda mais a sua aprovação.

O sentimento que prevalece é que por cada ponto percentual reduzido sobre a taxa de imposto, os lucros das empresas avançarão outro tanto”, resumiu Stovall.

O percurso legislativo da lei contudo ainda está por fazer. “A resolução sobre o orçamento do Senado deve ser acertada com a da Câmara dos Representantes. Isto pode ser difícil”, salientou Patrick O’Hare, de Briefing.

Seria ilusório pensar que a reforma estará em vigor antes do início do próximo ano”, acrescentou.

Este projeto de reforma alimentou a subida dos valores financeiros, que representaram a progressão setorial mais forte dentro do S&P500, ao subirem 1,16%.

Se a reforma fiscal foi adotada, o banco central norte-americano deverá sem dúvida aumentar as taxa de juro, porque vai ser preciso conter a inflação gerada pelas reformas. O que via beneficiar os lucros dos bancos”, analisou Peter Cardillo, do First Standard Financial.

A próxima semana vai ser marcada pela divulgação dos resultados trimestrais de grandes empresas, como General Motors, Boeing, Ford, Alphabet, Microsoft ou Exxon Mobil. A primeira estimativa do produto interno bruto dos EUA no primeiro trimestre também vai ser escrutinada pelos investidores, indicador este relativo a um período marcado pelos furacões.

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