Hollywood

Hollywood. Realizador e argumentista James Toback acusado de assédio sexual

Mais um escândalo em Hollywood: 38 mulheres acusaram o argumentista e realizador James Toback de assédio sexual, avança o LA Times. O norte-americano negou as acusações.

James Toback na estreia de "The Gambler"

Theo Wargo/Getty Images

Mais um caso de assédio sexual em Hollywood: desta vez trata-se do realizador e argumentista James Toback, que está a ser acusado de assédio sexual por 38 mulheres. A notícia está a ser avançada pelo Los Angeles Times. O norte-americano de 72 anos abordava jovens, na casa dos 20 anos, nas ruas de Nova Iorque com a promessa de uma carreira de sucesso em Hollywood.

Os relatos são muito semelhantes aos relacionados com Harvey Weinstein: Toback apresentava-se, falava dos seus filmes e da relação próxima com o ator Robert Downey Jr., com quem tinha trabalhado em três filmes. Para as mais duvidosas, mostrava o seu cartão e um artigo escrito sobre ele. Em seguida, convencia as jovens a encontrar-se com ele para uma entrevista ou uma audição, fosse num quarto de hotel ou num parque.

Nesses encontros, Toback fazia-lhes perguntas de cariz sexual e masturbava-se. “Ele disse que nada lhe daria mais prazer do que masturbar-se enquanto me olhava nos olhos”, contou Louise Post, atual vocalista da banda Veruca Salt, que foi abordada por Toback em 1987.

A própria banda também abordou o caso na sua página de Twitter: “Nós também: chefes, namorados, babysitters homens, taxistas, estranhos e realizador/porco”, lê-se no tweet.

A publicação inclui a hashtag “#metoo” (que significa “eu também”) que tem acompanhado várias publicações de mulheres a denunciarem casos de assédio sexual, na sequência do escândalo protagonizado por Harvey Weinstein. Aliás, algumas atrizes que acusaram Weinstein elogiaram as mulheres que denunciaram Toback. “James Toback maldito sejas por roubar, maldito sejas por traumatizar”, referiu a atriz Rose McGowan.

“Muito orgulhosa das minhas irmãs por exporem mais um porco: James Toback”, afirmou a italiana Asia Argento.

Várias figuras de Hollywood recorreram à mesma rede social para criticar Toback. Foi o caso de Paul Feig, realizador do filme “Bridesmaids”, e Scott Derrickson, realizador de “Doctor Strange”.

“Uma das principais funções de um realizador é criar um ambiente seguro para os atores. James Toback é uma desgraça”, lê-se na publicação de Paul Feig.

“Se existe Inferno, James Toback estará nele. Muita empatia e admiração pelas mulheres que contaram ao LA Times o vil, perturbador e nojento abuso de confiança de James Toback”, escreveu Scott Derrickson, que também partilhou uma fotografia de Toback com Roman Polanski, o realizador norte-americano acusado de violação.

O argumentista de filmes como “Bugsy” — pelo qual recebeu uma nomeação para um Óscar –, “The Gambler” e mais recentemente “The Private Life of a Modern Woman ” negou as acusações ao LA Times, argumentando que não conhece as mulheres e se as conheceu foi durante “cinco minutos” e não se recorda.

A verdade é que, tal como aconteceu com Weinstein, há vários anos que circulavam rumores sobre os comportamentos de Toback. De acordo com o jornal inglês The Guardian, a revista Spy, que saiu de circulação em 1998, escreveu um artigo sobre o argumentista em 1989, tal como o blogue Gawker.

“É um elo comum entre várias mulheres que conheço… depois de alguém dizer que foi abusada sexualmente por um argumentista/realizador sinistro, a resposta é ‘Oh, não. Foste Toback-ed’”, contou Karen Sklaire, professora de teatro que foi assediada por Toback em 1997, ao LA Times. A atriz Echo Dannon também explicou, na sua página de Twitter, que quem quer que tenha estado envolvido na indústria cinematográfica nos anos 90 sabia que “Harvey Weinstein era um predador sexual”. “Um outro era James Toback.”

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