Orçamento do Estado

Bloco de Esquerda quer Orçamento com “resposta urgente” para proteção civil e incêndios

173

Catarina Martins quer que o próximo Orçamento do Estado deve "responder à urgência do país" no que diz respeito à proteção civil. A líder do bloco pede ainda ao Governo um "pacote florestal coerente".

RICARDO GRAÇA/LUSA

A coordenadora do BE defendeu esta segunda-feira que o próximo Orçamento do Estado deve “responder à urgência do país” no que diz respeito à proteção civil, pedindo ao Governo que articule com as bancadas parlamentares um “pacote florestal coerente”.

“Este Orçamento do Estado tem de ser capaz de responder à urgência do país, de forma coordenada e eficaz. Para isso era importante que o Governo discutisse um pacote de resposta florestal eficaz e coerente, fazendo esse trabalho no parlamento com as várias bancadas parlamentares”, afirmou Catarina Martins no Porto, após uma reunião com a Administração Regional de Saúde do Norte sobre contratualização com o setor privado na saúde.

Notando que “o Governo podia ter feito mais” relativamente aos incêndios dos últimos meses, a bloquista disse não serem “responsáveis as declarações de quem disse que já se sabia o que ia acontecer”, acrescentando ser necessário alterar um sistema de proteção civil “demasiado rígido” e guiado pelo “calendário”.

Temos um sistema de proteção civil demasiado rígido, que se guia por calendários e não aprende com os novos perigos que existem”, afirmou.

Para Catarina Martins, todo o modelo existente “precisa de uma enorme mudança”. “É preciso que o Governo, que já mostrou que quer mudar alguma coisa, comece a concretizar”, frisou. A coordenadora do BE disse ainda ser importante que “o Governo reconheça que tem sistema de proteção civil rígido demais para o que está a acontecer, nomeadamente as alterações climáticas e o aquecimento global”.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos, cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais em estado grave, obrigando ainda à evacuação de localidades e ao realojamento de populações.

Além dos 43.191 hectares de floresta consumida pelas chamas, o fogo em Oliveira do Hospital provocou ainda 12 mortos, sendo o concelho com maior número vítimas mortais. Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, as vítimas mortais registaram-se maioritariamente nos distritos de Coimbra (24), Viseu (16) e Guarda (quatro).

Portugal registou também outra situação grave de incêndios que provocou mortos, tendo o fogo que deflagrou em 17 de junho em Pedrógão Grande causado, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Os dados provisórios do ICNF indicam que este incêndio de Pedrógão Grande consumiu uma área de 27.364.

Ao longo de 2017, registaram-se ainda “grandes incêndios florestais” no concelho da Sertã (Castelo Branco), que a 23 de julho consumiu 29.758, e na Pampilhosa da Serra (Coimbra), que a seis de outubro devastou 30.142 hectares.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site