Catalunha

“Senhor Rajoy, vemo-nos nas urnas”. Independentistas vão às eleições convocadas pelo Governo espanhol

O PDeCAT, o partido de Carles Puigdemont, vai às eleições de 21 de dezembro. "Senhor Rajoy, vemo-nos nas urnas, disseram. "A Esquerda Republicana Catalã também vai e diz que "não tem medo das urnas".

A ERC é o segundo maior partido do governo regional destituído da Catalunha e é liderada pelo vice-presidente destituído, Oriol Junqueras (esquerda)

PAU BARRENA/AFP/Getty Images

“Senhor Rajoy, vemo-nos nas urnas.” Foi desta forma que a coordenadora-geral do PDeCAT, partido independentista catalão liderado por Carles Puigdemont, anunciou que o seu partido irá participar nas eleições regionais antecipadas de 21 de dezembro.

As eleições de 21 de dezembro foram convocadas na sexta-feira pelo Presidente de Governo de Espanha, Mariano Rajoy. Na mesma declaração em que anunciou esta ida às urnas, o líder do Governo espanhol destituiu o governo regional da Catalunha e dissolveu o parlamento da Catalunha.

A decisão do PDeCAT foi anunciada após uma reunião da comissão executiva do partido, que esteve reunida esta segunda-feira de manhã, na ausência do seu líder, Carles Puigdemont, que está em Bruxelas.

Também a Esquerda Republicana Catalã (ERC), o segundo maior partido do governo regional destituído da Catalunha, afirmou que o partido independentista está disposto a disputar as eleições marcadas pelo Governo de Espanha.

“É preciso que esta seja mais uma oportunidade para consolidar a república”, explicou Sergí Sabrià, o porta-voz daquele partido independentista. “Com unidade republicana, com a concordância de todos aqueles que defendem a república, seremos capazes de converter [as eleições de 21 de dezembro] numa oportunidade.”

Sergí Sabrià assegurou que o seu partido “não tem medo das urnas” e que o independentismo “não agride as urnas”.

A decisão foi anunciada na sequência da reunião da comissão executiva da ERC, onde esteve presente Oriol Junqueras, vice-presidente destituído do governo regional da Catalunha e presidente daquele partido.

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