Cabo Verde

Autarquias cabo-verdianas recebem livros de autores de língua portuguesa

As 22 autarquias de Cabo Verde vão receber cada uma um conjunto de 100 livros de autores de língua portuguesa. O objetivo: colmatar a falta de bibliotecas e incentivar a leitura nas crianças e jovens.

JOAO RELVAS/LUSA

As 22 autarquias de Cabo Verde vão receber cada uma um conjunto de 100 livros de autores de língua portuguesa para colmatar a falta de bibliotecas escolares e municipais e incentivar a leitura nas crianças e jovens.

A entrega dos livros será feita esta terça-feira pelo Ministério da Cultura e Indústrias Criativas (MCIC) e pela Biblioteca Nacional de Cabo Verde e insere-se na programação da Morabeza – Festa do Livro.

É o preenchimento de uma lacuna das bibliotecas municipais numa estratégia de maior articulação entre a Biblioteca Nacional e as câmaras municipais, pensando que, lá onde não temos escolas que reúnam condições para assegurar a promoção da leitura, vamos fornecer às câmaras ‘kits’ de livros que poderão vir a enriquecer aquilo que futuramente será uma rede de bibliotecas escolares e comunitárias, explicou a curadora da Biblioteca Nacional, Fátima Fernandes.

Os conjuntos de livros são compostos por 100 autores cabo-verdianos e de outros países de língua portuguesa que, na sua maioria, fazem parte das reservas do espólio da Biblioteca Nacional, mas resultam também de ofertas de embaixadas como a de Portugal e Espanha, segundo adiantou a curadora.

Sofia de Mello Breyner, Miguel Torga, Arménio Vieira, Corsino Fortes, Vera Duarte e Eugénio Tavares são alguns dos autores que integram o conjunto de 100 livros a atribuir às autarquias.

“A ideia é contemplar não só textos para o ensino secundário, mas também do contexto infantojuvenil. Os clássicos”, disse. Fátima Fernandes revelou ainda estar a ser feito um levantamento do estado atual das bibliotecas municipais para no futuro, e já de forma diferenciada, tentar colmatar as lacunas existentes.

A curadora da Biblioteca Nacional afirmou ainda que existe uma “preocupação grande” em tentar garantir o acesso a escritores clássicos cabo-verdianos como Baltazar Lopes ou Eugénio Tavares, mas admitiu falta de condições para reeditar todos de uma vez.

Começamos pelo Eugénio Tavares, já temos no mercado algumas obras perfeitamente acessíveis como é o caso de “O Escravo”. Vamos encontrar, numa próxima leva, obras como “Chiquinho”, de Baltazar Lopes. Vamos reeditar poesia dos Claridosos e queremos dar ênfase particular aos escritores mais recentes como Corsino Fortes ou Filinto Elísio e aos autores que escrevem para crianças como a Hermínia Curado ou a Dina Salústio, disse.

A reedição das obras de Eugénio Tavares, em três volumes, foi lançada, segunda-feira, no âmbito da programação da Morabeza – Festa do Livro, festival literário que, até final da semana, vai reunir cerca de 40 autores na cidade da Praia.

Com uma programação que se estende às escolas, com espetáculos musicais e debates, o festival é uma organização do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e da Biblioteca Nacional de Cabo Verde.

A programação tem prevista uma feira do livro, mesas de debate, concertos, sessões de poesia, ações de formação, visitas a escolas e universidades, um colóquio dedicado ao poeta Eugénio Tavares (1867-1930), um seminário internacional sobre o escritor cabo-verdiano Luís Romano, que se radicou no Brasil na década de 1960, e ainda a pintura de um mural pelo duo Acidum.

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