Diplomacia

Embaixadora Clara Nunes dos Santos distinguida com o Prémio Femina de Honra

243

A antiga embaixadora portuguesa em Oslo e atual chefe do Protocolo do Estado Português foi distinguida com o Prémio Femina de Honra. Uma poetisa moçambicana e uma cientista também venceram.

Clara Nunes dos Santos foi distinguida pela "divulgação e promoção da internacionalização da Língua Portuguesa"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A embaixadora Clara Nunes dos Santos, chefe do Protocolo do Estado Português, foi distinguida com o Prémio Femina de Honra, galardão que distingue três outras mulheres em diferentes áreas, divulgou esta quinta-feira a associação Matriz Portuguesa.

A poetisa moçambicana Sónia Sultuane é distinguida com o Prémio Femina na área das Letras, a cientista Maria Paula Menezes, na área das Ciências, e a “Mulher Bombeira de Portugal”, na “excelência profissional e pessoal”, com a homenagem de um “Prémio Coletivo”.

Os prémios da Matriz Portuguesa – Associação para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento serão entregues no dia 18 de novembro, numa cerimónia, em Lisboa, no restaurante Aura.

Clara Nunes dos Santos, de 58 anos, segundo a organização do prémio, é um “excelente exemplo da embaixadora de Portugal”, cargo que exerceu em Oslo, designadamente “na divulgação e promoção da internacionalização da Língua Portuguesa”, afirma em comunicado a Matriz Portuguesa.

A embaixadora recebeu as cartas credenciais como representante diplomática de Portugal em Oslo, no dia 26 de março de 2013, e é, desde junho último, chefe do Protocolo do Estado Português.

Sónia Sultuane, de 46 anos, tem tido uma “intervenção artística multifacetada como poeta, artista plástica e curadora” e desempenha funções como gestora de Comunicação e Imagem, numa firma de advogados.

A obra “Sonhos” foi a sua estreia literária, em 2001, à qual se seguiram “Imaginar o Poetizado” (2006) e “No Colo da Lua” (2009). No ano passado, “Roda das encarnações”, com a chancela da Fundação Fernando Leite Couto.

É autora dos contos infanto-juvenis “A Lua de N’weti” (2014) e “Celeste a boneca com olhos cor de esperança” (2017).

Em 2014, Sónia Sultuane foi distinguida como escritora, pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora.

“O seu mérito foi reconhecido, pelo seu papel social na valorização das mulheres do mundo, no Festival Internacional de Poesia organizado por Mujeres Poetas Internacional”, afirma a organização do galardão.

Sónia Sultuane é autora do projeto artístico “Walking Words 2008”, que inclui diversas disciplinas artísticas.

A investigadora Maria Paula Menezes, nascida em Moçambique, é coordenadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. Mestre em História, pela Universidade de S. Petersburgo, na Rússia, e doutorada em Antropologia, pela Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, Maria Paula Menezes iniciou a sua carreira na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, e posteriormente na Universidade de Coimbra, fazendo parte do CES, onde lecionou em vários programas de doutoramento, sendo cocoordenadora do programa de doutoramento em “Pós-colonialismos e cidadania global”.

“Como investigadora tem participado em inúmeros projetos de investigação, coordenando atualmente uma pesquisa sobre as relações afetivas durante a guerra”, informa a Matriz Portuguesa.

É autora, entre outras, das obras “As Guerras de Libertação e os Sonhos Coloniais”, com Bruno Sena Martins, as “Epistemologias do Sul”, com Boaventura de Sousa Santos, e “O Direito Por Fora do Direito: As Instâncias Extra Judiciais de Resolução de Conflitos em Luanda”, com Júlio Lopes.

Por “méritos relevantes na Excelência Profissional e Pessoal, atos de humanitarismo em prol da dignidade e direitos do ser humano” é atribuído o Prémio Femina à “Mulher Bombeira de Portugal”.

“No ano em que Portugal sofreu, atrozmente, o flagelo dos incêndios, a destruição da natureza e, piormente, a vida de portugueses e portuguesas, houve aqueles que sempre estiveram presentes, com o risco da sua própria vida, e que abnegadamente enfrentaram as chamas para salvar o património natural de Portugal e a vida dos seus semelhantes. Entre estes soldados da paz, a mulher bombeira, em forma de Prémio Coletivo, é merecedora da nossa reconhecida homenagem”, justifica a organização.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site