Catalunha

Carles Puigdemont disposto a “cooperar plenamente” com justiça belga

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O ex-presidente do governo catalão, Carles Puigdemont, diz-se disposto a “cooperar plenamente” com a justiça belga no âmbito do mandado europeu de detenção emitido esta semana pela justiça espanhola.

“Estamos dispostos a cooperar plenamente com a justiça belga na sequência do mandado europeu de detenção emitido por Espanha”, escreveu Puigdemont

OLIVIER HOSLET/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O ex-presidente do governo catalão, Carles Puigdemont, afirmou-se este sábado disposto a “cooperar plenamente” com a justiça belga no âmbito do mandado europeu de detenção emitido esta semana pela justiça espanhola.

“Estamos dispostos a cooperar plenamente com a justiça belga na sequência do mandado europeu de detenção emitido por Espanha”, lê-se numa mensagem, escrita em holandês, publicada ao início desta tarde na sua conta oficial no Twitter.

Puigdemont não revela onde se encontra. O antigo governante e alguns membros do executivo regional foram para a Bélgica, depois da destituição da Generalitat, decidida pelo Governo de Madrid após a declaração unilateral de independência.

A meio da semana, alguns deles regressaram a Espanha, mas Puigdemont e outros membros da sua equipa não. O Ministério Público belga confirmou ter recebido mandados de detenção de Puigdemont e outros quatro antigos governantes, cabendo agora a um juiz a decisão de os mandar prender ou não.

O porta-voz do Ministério Público, Eric Van Der Sjipt, disse à agência espanhola, Efe, que ainda não foi nomeado — nem deverá sê-lo hoje – o juiz de instrução que decidirá sobre o mandado.

Uma vez que seja designado um juiz de instrução e os “interessados sejam encontrados e levados perante o juiz, este terá 24 horas para tomar uma decisão” sobre as Ordens Europeias de Detenção e Entrega.

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Na quinta-feira, o Ministério Público espanhol pediu à Audiência Nacional para emitir um mandado europeu de detenção contra Carles Puigdemont.

Os ex-membros do governo regional da Catalunha estão a ser acusados dos delitos de rebelião, sedição e desvio de fundos, arriscando-se a penas que poderão ir até 30 anos de prisão. Oito ex-conselheiros, incluindo o antigo vice-presidente da Generalitat, Oriol Junqueras, ficaram em prisão preventiva, após terem comparecido perante a Audiência Nacional.

O parlamento regional da Catalunha aprovou no dia 27 de outubro a independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupava.

No mesmo dia, o executivo de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o governo catalão, entre outras medidas.

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