Literatura

Escritor Valter Hugo Mãe espera que festival Morabeza na cidade da Praia “seduza para a leitura”

O escritor português Valter Hugo Mãe espera que o festival literário Morabeza promova "uma sedução" para a leitura e para a importância do livro.

Pela primeira vez em Cabo Verde, o escritor classificou a visita "como muito enriquecedora"

ESTELA SILVA/LUSA

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  • Agência Lusa
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O escritor português Valter Hugo Mãe manifestou, este sábado, na cidade da Praia, o desejo de que o festival literário Morabeza promova “uma sedução” para a leitura e para a importância do livro. “Gostaria que servisse, sobretudo, para uma sedução para a leitura, para fomentar a leitura, para a importância do livro e para a perceção que as pessoas possam ter da importância de se cultivarem e de aprenderem”, disse à agência Lusa.

O escritor, que é um dos cerca de 40 autores lusófonos que até domingo participam no festival literário Morabeza, na cidade da Praia, sublinhou a importância de abrir estes eventos ao público.

“O que faço nestes eventos é, invariavelmente, escrever sobre esta experiência, esta viagem. Por isso, a minha próxima crónica no jornal de Letras será sobre Cabo Verde. Essa será a minha maneira de garantir que os leitores, os meus leitores, de alguma forma foram todos convidados para este encontro”, disse.

Para o autor de “Desumanização” e “Homens imprudentemente poéticos”, será através desse texto que será possível construir uma memória para os leitores.

“Os convidados destes eventos estão a ser chamados a um compromisso, a uma espécie de acordo de amizade e de lealdade que faça com que a atenção [sobre o festival e a leitura] possa perdurar”, acrescentou.

Pela primeira vez em Cabo Verde, o escritor classificou a visita “como muito enriquecedora” e uma “espécie de prova dos nove” a uma cultura que lhe tem chegado sobretudo através dos livros e da música.

“A vida toda crescemos e somos seduzidos para estas ilhas. Por vezes temos alguma dificuldade em distinguir a especificidade dos diversos povos de expressão portuguesa e é muito enriquecedor podermos vir fazer a prova dos nove à cultura que vamos ouvindo na música e lendo nos livros que nos chegam”, disse.

O escritor adiantou que “leva a ilusão de voltar” e que, se esse voltar não for fisicamente, a leitura dos livros dos autores que participaram no festival, especialmente dos cabo-verdianos, será agora sempre “muito mais colorida”.

Sobre o seu trabalho atual, Valter Hugo Mãe disse estar a organizar toda a poesia que escreveu e que irá resultar num livro, que deverá estar nas livrarias em março.

“Desde 2010 que não edito nem reedito poemas e em março sairá um volume, que vai reunir tudo o que escrevi, menos aquilo que já não gosto e que é muito. Por isso, entrarão alguns poemas novos e neste momento estou a trabalhar com a minha poesia”, disse.

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