Arte

400 peças de arte roubada pelos nazis em exposição

Em 2012, o mundo ficou de boca aberta quando a polícia descobriu um pequeno tesouro de arte roubada pelos nazis em Munique. Agora, 400 dessas peças vão estar em exposição pela primeira vez.

"Zandvoort Strandcafe" de Max Beckmann, datado de 1934, é uma das pinturas expostas

“Arte degenerada”. Era este o nome que o regime de Hitler dava a todas as obras de arte modernas, futuristas e “não alemãs”. O führer queria que estas peças – quadros, livros, esculturas – desaparecessem. E as tropas nazis ocuparam-se a pilhar as casas de judeus colecionadores de arte. Os tesouros de arte roubados pelo Terceiro Reich tem valores incalculáveis e muitos deles permanecem ainda perdidos. Em 2012, porém, o mundo ficou chocado com a descoberta de 1.400 obras de arte num modesto apartamento de Munique.

Uma pintura de Ernst Ludwig Kirchner, de 1905

A coleção estava escondida na casa de Cornelius Gurlitt, o filho de Hildebrand Gurlitt, um colecionador de arte que fazia alguns trabalhos para o regime. Os especialistas acreditam que muitas das pinturas, dos desenhos e das esculturas foram roubadas a judeus ou compradas por valores irrisórios porque os donos originais queriam fugir do país. Entre as peças encontradas estavam quadros de Claude Monet, Pablo Picasso e Auguste Rodin.

“Waterloo Bridge”, de Claude Monet, de 1903

Esta semana, mais de 400 peças encontradas em casa de Cornelius Gurlitt vão ser expostas ao público pela primeira vez: no Bundeskunsthalle in Bonn, na Alemanha, e no Kunstmuseum Bern, na Suíça. As exposições vão ser acompanhadas de imagens históricas e material de arquivo.

A CNN conta que investigadores subsidiados pelo governo alemão têm trabalhado ao longo de vários anos com o objetivo de encontrar a origem do pequeno tesouro encontrado em Munique; mas esta tem-se revelado uma missão quase impossível, já que a maioria das peças foi vendida sem qualquer documentação, imposto ou licença. A equipa responsável espera que as exposições ajudem nesta tarefa e que algumas pessoas reconheçam quadros ou esculturas que tenham sido roubados.

Uma pintura de Franz Marc

Antes da descoberta, a maioria destas obras de arte era dada como perdida ou destruída – enquanto que outras eram totalmente desconhecidas do mundo artístico. Toda a coleção foi apreendida mas, meses depois, as peças que não se suspeitava serem roubadas foram devolvidas a Cornelius Gurlitt. Um mês depois, Gurlitt morreu; e deixou tudo ao Kunstmuseum Bern.

Ali mesmo, em Berna, a exposição vai chamar-se “Degenerate Art, Confiscated and Sold”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site