Cultura

O Muvi, festival de música no cinema, começa no dia 15 em Lisboa

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O Muvi, o único festival português de música no cinema, começa dia 15 no cinema São Jorge. A programação inclui 200 filmes, trÊs exposições, seis concertos e um cine-concerto.

Esta é a quarta edição do Muvi

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Retratos de artistas e processos criativos, espectáculos filmados, vídeos musicais em competição, concertos e exposições é o que propõe o Muvi, o único festival português de cinema sobre música, que começa no dia 15 em Lisboa.

De acordo com a organização, a quarta edição cumpre-se entre os próximos dias 15 e 20, no cinema São Jorge, com cerca de 200 filmes, três exposições, seis concertos de música portuguesa, um cine-concerto solidário e conversas com o público.

Para a abertura, o Muvi escolheu um dos filmes da competição internacional, com a presença da autora: “Eu, meu pai e Os Cariocas”, documentário de Lúcia Veríssimo sobre 70 anos de música brasileira, e de história do Brasil, a partir da vida do grupo Os Cariocas e de um dos elementos, o maestro Severino Filho, pai da realizadora.

O encerramento será com “Living on soul”, de Cory Bailey e Jeff Broadway, que regista, no Apollo Theater, em Nova Iorque, várias atuações de artistas ligados à Daptone Records, entre os quais Sharn Jones e Charles Bradley, recentemente falecidos.

A programação reparte-se por várias secções competitivas – longas, curtas-metragens e vídeos musicais portugueses e estrangeiros.

Nas longas-metragens há três filmes da competição portuguesa: “Bangaologia”, do angolano Coréon Dú, “Diálogos ou como o teatro e a ópera se encontram para contar a morte de 16 carmelitas e falar do medo”, de Catarina Neves – premiado em outubro no DocLisboa -, e “Fantasma Lusitano”, de David Francisco e Nuno Calado, sobre o músico Jorge Bruto.

Na competição internacional de longas-metragens sobressai um maior número de filmes brasileiros, como “Sotaque Elétrico”, de Caio Jobim e Pablo Francischelli, “Morena dos Olhos Pretos”, de Isaac Dourado, e “Minha Boca, Minha Arma”, de Leonardo Vidigal e Delmar Mavignier.

A eles juntam-se ainda, por exemplo, “Queen B, Birth of an Idol”, de Nicolas Maupied, sobre Barbra Streisand, e “Alacrán Soy Yo”, de Juan Sebastián Alvarez.

Haverá 12 curtas-metragens portuguesas em competição, como “Escola do Rock Paredes de Coura 2016”, de João de Sá, e “Tudo o que Imagino”, de Leonor Noivo, e 21 vídeos musicais de artistas como Cassete Pirata, Duquesa, Samuel Úria, Mazgani e Vaiapraia e as Rainhas do Baile.

Do programa não competitivo, destacam-se a exibição de “Fábrica de nada”, de Pedro Pinho, a sessão especial em torno dos 25 anos do álbum de estreia dos Sitiados e o cine-concerto solidário de Charlie Mancini, com o filme “Mar de Sines”, de apoio aos refugiados que vivem em Lisboa.

Está previsto ainda um debate sobre ativismo no cinema e na música, concertos das Clementine, Lâmina, Iguana Garcia, Electric Man, Acid Acid e Homem em Catarse e exposições de Mário Pires, Catarina Cesário e João Carlos Callixto.

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