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MAAT abre extensão temporária fora de portas com exposição inédita de Ana Jotta

O MAAT abre esta terça-feira uma extensão temporária fora de portas, na rua do Embaixador, desafiado pela artista Ana Jotta, que irá apresentar duas séries de obras inéditas, criadas este ano.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

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  • Agência Lusa
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O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, abre esta terça-feira uma extensão temporária fora de portas, na rua do Embaixador, desafiado pela artista Ana Jotta, que irá apresentar duas séries de obras inéditas, criadas este ano.

Intitulada “Bónus”, a exposição é inaugurada às 19:00 e reúne uma série de oito peças em xilografia e mais um conjunto de peças em bronze, réplicas de objetos do quotidiano, escolhidos pela artista.

Num cenário teatral, no interior de um espaço que já foi uma loja e uma escola de dança, a exposição estende-se em dois pisos, um deles, onde se encontram as peças em bronze, totalmente pintado em rosa e com luz artificial.

Embora a Fundação EDP apresente regularmente exposições na Galeria Municipal do Porto, no âmbito de uma parceria, é a primeira vez que o MAAT abre uma extensão temporária neste género para apresentar uma exposição, que durará três meses.

“Fomos desafiados pela artista a apresentar a exposição fora do museu. Ela quis escapar ao espaço institucional e nós aceitámos”, disse à agência Lusa o diretor do museu, Pedro Gadanho.

Ana Jotta, como vencedora do Grande Prémio Fundação EDP Arte 2013 poderia ser agora homenageada com uma exposição retrospetiva ou antológica, como está previsto no regulamento do galardão, mas como tinha apresentado recentemente uma antológica na Culturgest, em Lisboa, optou por criar novas obras para exibir no MAAT.

Numa visita guiada ao espaço da rua do Embaixador, a curadora da mostra, Ana Anacleto, comentou que Ana Jotta “é uma artista que gosta de trabalhar no desvio e fora do centro”, optando por “um contexto menos museológico”.

Uma das novas séries intitula-se “Ricochete” e reúne nove xilografias criadas com base em cartões de tiro ao alvo que a artista comprou numa feira da ladra e pintou, enquanto a outra, “Entrevista Perpétua”, resulta da seleção de objetos do quotidiano, entre eles uma bengala que simula a assinatura da artista, replicados em bronze.

Ana Jotta foi distinguida com o Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte 2014, na área das artes visuais, apresentou a exposição “A Conclusão da Precedente”, na Culturgest, em 2015, e foi alvo de uma retrospetiva no Museu de Serralves, no Porto, em 2005, intitulada “Rua Ana Jotta: retrospetiva”.

Ana Jotta nasceu em 1946, em Lisboa, frequentou a Faculdade de Belas Artes da capital portuguesa e a École de Arts Visuels et d’Architecture de l’Abbeye de la Cambre, em Bruxelas.

A sua obra está presente em várias coleções públicas e privadas de entidades como Fundação EDP, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso-Americana, Fundação de Serralves e Fundación ARCO (Espanha).

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