Alemanha

Alemanha vai crescer 2% este ano e 2,2% em 2018, dizem peritos alemães

A economia alemã vai crescer 2% este ano e 2,2% em 2018, segundo as previsões do conselho de peritos do governo alemão, os chamados "cinco sábios", que alertam para o risco de um "sobreaquecimento".

ARMANDO BABANI/EPA

A economia alemã vai crescer 2% este ano e 2,2% em 2018, segundo as previsões do conselho de peritos do governo alemão, os chamados “cinco sábios”, que alertam para o risco de um “sobreaquecimento”.

A primeira economia da zona euro encontra-se em fase de “forte crescimento”, considera este grupo de economistas, que assegura que é o momento para um “reajustamento da política económica” do país e para reformas.

No relatório semestral publicado esta quarta-feira, o grupo defende que os contribuintes devem ser beneficiados com uma descida de impostos.

Para 2017, os economistas apontam um crescimento do Produto Interno Bruto alemão de 2%, quando previam 1,4% em março. Para 2018, é antecipado um crescimento de 2,2%, quando a anterior previsão era de 1,6%.

Em pleno período de negociações para a formação de um futuro governo de coligação na Alemanha, os economistas lançam um apelo para “um reajustamento da política económica” e defendem que o excedente orçamental deve dar origem a uma redução dos impostos que beneficie a classe média.

Os peritos sugerem a abolição do imposto especial criado após a reunificação alemã, em 1990, para apoiar as regiões mais desfavorecidas da antiga RDA, a chamada contribuição de solidariedade, um ponto em que os partidos envolvidos nas negociações governamentais (conservadores da CDU, liberais e Verdes) divergem.

Os “sábios” defendem ainda uma diminuição dos descontos para o fundo de desemprego, de 3% do salário bruto para 2,5%, e pedem ao Estado que reduza também outros encargos fiscais.

A chanceler Angela Merkel reagiu com prudência e sublinhou que “os pedidos de redistribuição são sempre particularmente fortes em tempo de vacas gordas”. Deve ser encontrado um equilíbrio com a necessidade de uma política orçamental prudente, afirmou.

O relatório de 463 páginas insiste também na necessidade de investimentos considerados “do futuro”: adaptação de edifícios públicos a normas energéticas, incentivos ao setor da investigação e um plano de digitalização da economia alemã.

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