Cinema

A um mês e meio da estreia, Ridley Scott substitui Kevin Spacey no filme “All The Money In The World”

Kevin Spacey foi afastado do mais recente filme de Ridley Scott, que estreia em dezembro. As cenas em que aparece vão ser rodadas uma vez mais, agora com o Christopher Plummer em vez de Spacey.

Mike Coppola/Getty Images

É mais uma peça do dominó na queda de Kevin Spacey. O realizador Ridley Scott, em conjunto com a produtora Sony Pictures, decidiu substituir Spacey no filme “All The Money In The World”, com data de estreia prevista para 22 de dezembro. Todas as cenas em que Spacey aparece vão ser filmadas de novo, agora com Christopher Plummer. Spacey já reúne, pelo menos, cinco queixas de assédio sexual.

Kevin Spacey interpretava, até então, o magnata J. Paul Getty. Apesar de não ser o papel principal, a personagem é fundamental para a história em causa, quando o milionário se recusou a pagar, em 1973, o resgate do neto, John Paul Getty III, raptado quando tinha apenas 16 anos. Os atores Mark Wahlberg e Michelle Williams, que fazem parte do enredo, concordaram em filmar uma segunda vez as oito cenas em que Spacey aparece.

Apesar do imprevisto, Ridley Scott já garantiu que a data de estreia se mantém, muito embora o filme não seja exibido, como inicialmente previsto, no AFI FEST – American Film Institute, que arranca esta quinta-feira. A decisão de eliminar Kevin Spacey da longa-metragem vem na sequência das notícias que dão conta de que a sexta temporada da série de culto “House of Cards” está suspensa — a equipa está a tentar encontrar uma solução para dar seguimento à trama sem Spacey no papel principal.

Kevin Spacey e Harvey Weinstein reabilitam-se em clínica de luxo

A prestigiada carreira de Kevin Spacey parece estar agora perto do fim, depois de o ator ter sido acusado de assédio sexual pelo colega de profissão Anthony Rapp quando este tinha apenas 14 anos. Outras queixas de seguiram e Spacey já deu entrada numa clínica de reabilitação de luxo. Spacey foi mais uma das vítimas colaterais do “Efeito Weinstein”, depois de o produtor norte-americano ter sido acusado de assédio sexual por mais de 70 mulheres, incluindo 14 casos de alegada violação.

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